terça-feira, 17 de agosto de 2010

NRP Sagres


Os chineses não o quiserem em Macau, fica Xangai a ganhar.
Em 2003 tivemos a honra de ter o NRP Sagres em Angra, onde se comemorou o 10 de Junho, com o distintivo da Presidência da República hasteado no seu mastro.

Maranatha (19)


III. PODER

3. CONCEITOS QUE NÃO SERVEM

"Em Maranatha não teremos políticos profissionais; nem partidos políticos, sendo evitadas todas as ideologias que não tenham fundamento na vida real das comunidades; nem este tipo perverso de eleições, folclore abominável em que nos viciaram.
O trabalho duma pessoa é a forma pela qual ela se realiza enquanto indivíduo, ao mesmo tempo que sustenta a sua casa. O interesse comunitário não é uma profissão. São níveis distintos da realidade: a profissão está ao nível económico, enquanto os assuntos públicos estão ao nível político.
Fazer da coisa pública a sua profissão é uma contradição nos termos, que promove todo o género de confusões, a começar por esta — política confundida com economia — e todo o tipo de interesseiros.
Quem não tiver independência económica não poderá exercer actividade política. Esforçar-nos-emos para que os responsáveis por Maranatha consigam permanecer na sua vida privada normal. Nas freguesias, e mesmo nos municípios, as pessoas dão conta do recado. Mas admitindo a urgência de cargos a tempo inteiro, sejam estes pagos por cada comunidade, ao custo do ordenado de origem de cada um. O máximo será dois mandatos de três anos.
Quanto às ideologias, foram inventadas pelos modernos e já ninguém sabe o que fazer com elas. Partidos de direita e partidos de esquerda têm virtudes e vícios trocados, são defeituosos, pois não se enraízam na Verdade; são utopias adolescentes, que teimam em não resignar.
Uma coisa é “candidatar-se” outra é “ser eleito”. Há vaidade em quem se candidata e resignação em quem é eleito. A custo quem se candidata é o melhor, a custo a comunidade escolhe o pior. Está tudo dito sobre os dois tipos de eleições e a qualidade dum e doutro chefe.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Dena DeRose

O encanto das vozes femininas, num standard temperado pelo som delicioso das Big Band.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Victor Castro Trio no Auditório do Ramo Grande

Maranatha (18)


III. PODER

2. NOMES E REGIMES

"A democracia é o regime da burguesia, onde o povo não manda nada. As listas dos partidos não são feitas pelo povo e as eleições são fogo-de-vista. Pouco a pouco, a burguesia vai obrigando o povo a converter-se aos interesses dela. As cidades crescem e o campo esvazia-se.
Por aqui se vê que uma coisa é o nome, outra o regime. Não basta apregoar que “democracia” é “poder do povo”. É preciso concretizar a ideia do nome. Ora, na Grécia também não era bem o povo que mandava na dita democracia. E ainda é legítimo perguntar-se se uma nação deva ser mandada por todos e qualquer um.
Há uma falácia que ensombra a política moderna; é o falso dilema “ou democracia ou ditadura”. Existem muitos mais regimes – e nem sequer a tirania (à partida, o pior de todos, por se opor à liberdade) é sempre má, haja em vista Péricles, o chefe da Grécia áurea, amado e cantado… um bom tirano.
Para uma pessoa inteligente e culta, a teocracia é uma tentação, dado que Deus é o zénite ao qual obedecem os homens superiores. É a confusão – já proibida em Maranatha – entre a cidade dos homens e a cidade de Deus. Deus é Amor e quer ser amado; e todos nós sabemos que o amor não pode ser à força.
Talvez que a monarquia seja o regime mais universal; talvez que isto tenha a ver com o facto de ter uma força simbólica inegável, muito próxima dos arquétipos da família natural. Tem um defeito incontornável: o filho do rei pode ser a pessoa que menos mereça herdar o poder.
Por tudo isto, em Maranatha não vamos seguir nenhum destes regimes de pacote, por mais bajuladores que sejam os nomes. Vamos ter a coragem de seguir o modelo que nos parecer mais verdadeiro e justo, sem preocupações de originalidade ou imitação.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Hubert Nuss

Ao piano, num tributo ao mestre Charlie Parker.

domingo, 15 de agosto de 2010

Maranatha (17)


III. PODER

1. A ATRIBUIÇÃO DO PODER

"Não deixa de ser estranho que os seres humanos, tão ciosos da sua independência, admitam ceder poder. Não é, pois, a conquista de poder que interessa, em política, mas antes a atribuição de poder.
Não há o desejo inato de poder. Algumas pessoas ambicionam mandar, mas não todas, nem necessariamente as melhores. Também se pode dar o caso do chefe sublime ser aquele que não procurou o governo. Certo é muitos recusarem cargos de responsabilidade comunitária devido aos aborrecimentos que estes implicam.
Os melhores sistemas políticos são aqueles onde o poder não é conquistado, antes atribuído. Tem-se a certeza que prevalece o Bem Comum e não o interesse egoísta. Quanto aos que recusam servir a comunidade que os elegeu revelam falta de espírito de sacrifício, o que é deveras grave.
O poder é um derivado do amor, como fica claro ao estudar o microssistema familiar. “Ministro” é “quem serve”: servimos com alegria a quem amamos e sentimos que nos ama; sentimos que quem nos manda nos ama quando não rouba a nossa liberdade e antes nos protege e promove; se compadece.
As mulheres preferem ser mandadas pelos homens e os homens a custo se submetem às mulheres, facto comum em muitas outras espécies animais e que pode estar relacionado com os instintos de segurança e protecção. Obedecemos aos pais mas não aos irmãos, iguais a nós, eventuais adversários. A um estrangeiro jamais se dá o trono.
Portanto, preferimos outorgar poder a um homem, figura do Pai, mas admitimos obedecer a uma mulher, se esta não representar o feminino, mas a Mãe e a terra-natal – há grandes rainhas, mas não presidentas. O chefe não pode ser igual a nós, mas deve ter um vínculo ao nível profundo da terra e da cultura.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Horacio Fumero

No contrabaixo, aqui numa mistura muito interessante com guitarra tocada por Pedro Javier González.

sábado, 14 de agosto de 2010

Maranatha (16)


II. FUNDAMENTOS

10. DIREITOS E DEVERES

"Direitos e deveres estão intimamente relacionados, como as faces de uma moeda que gira, o que se pode observar com clareza nas relações fundamentais.
Do facto de as mulheres terem o direito inalienável de ser mães segue-se o dever de criarem os seus filhos. Tal obrigação é muito exigente, pelo que têm o direito de estar acompanhadas na tarefa pelos maridos; devem-se, portanto, ambos, fidelidade mútua. As crianças, por sua vez, têm direito a um pai e a uma mãe; em contrapartida, devem-lhes obediência até à idade adulta. Mais tarde, estes deveres e direitos como que se invertem, devido ao processo biológico de vida.
Esta lógica deve ser imitada por todas as estruturas sociais, a partir do modelo familiar. Do facto de todas as pessoas terem o direito natural a uma família, segue-se o direito à propriedade privada e ao trabalho. Tais direitos obrigam as pessoas (e até os animais) à faina diária.
A vantagem maior em copiar a família reside no facto de, nela, o impulso de partida ser o amor: quem ama toma a sorte do outro como sua e não se importa de servi-lo, com vista ao seu bem. Ora, é imbatível que o amor é um cimento mais forte do que outro género de “argamassa contratual”, se é que procuramos a paz nas relações.
As pessoas são tanto melhores quanto mais amam e controlam o ego; portanto, os cidadãos perfeitos são aqueles que põem à frente os deveres, e não os direitos, e as comunidades ideais aquelas onde vigora o «um por todos e todos por um».
Há decadência política quando passa a valer o «salve-se quem puder».
De certa maneira, conservadores e modernos distinguem-se porque os primeiros valorizam os deveres e os segundos os direitos.
Maranatha será uma sociedade do Dever.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Horacio "El Negro" Hernandez

Na bateria, com um ritmo muito latino e acompanhado por Marc Quinones (percussão), Michael Brecker (saxofone), John Patitucci (bateria) e Hilario Duran (piano).

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O mb|Weblog está de volta


O Miguel esta de volta com o mb|Weblog. Bem-vindo de regresso à nossa comunidade, Miguel!

Primeiro-ministro satisfeito


"São boas notícias. O número é bom, confirma a recuperação da nossa economia." in Notícias SIC
Um crescimento de 0,2% é bom!!!??? Parafraseando o próprio, boa é a tua tia, pá!

Maranatha (15)


II. FUNDAMENTOS

9. OS QUATRO PILARES

"Casa bem construída carece de pilares firmes que aguentem as transformações que as circunstâncias impõem: pode ser necessário transformar um quarto-de-cama numa sala, ou vice-versa, conforme as urgências. A casa continua a mesma se a estrutura fundamental permanece inalterável.
Maranatha terá quatro pilares indestrutíveis: Liberdade, Privacidade, Fidelidade e Segurança.
O maior inimigo da liberdade é o ego, erva daninha que copia a forma da folha da planta que parasita, a ponto de ser confundida com ela. Todo o esforço será pouco para combatê-lo e aos seus derivados: egoísmo e egocentrismo, que têm a pior reprodução.
O ego depende do prazer e do desejo, que são particulares e subjectivos, enquanto a liberdade é a decisão responsável, que requer a razão universal objectiva. Dizer liberdade é, pois, dizer razão, responsabilidade e amor, ou seja, numa palavra, pessoa.
Habituámo-nos a que o Direito seja público, isto é, a que as leis tomem o partido do Estado, como se os privados fossem a origem do mal. Em Maranatha o Direito será privado, seguindo bem de perto o direito natural, que aponta para a privacidade da casa de família. Logo, privacidade é mais do que resguardo, sendo que na nossa cidade voltar-se-á a erigir uma grossa muralha que defenda da dessacralização da vida íntima.
Num lar assim amparado o amor volta a desenvolver-se, confiante e seguro. A custo um cão morde a mão do dono, quanto mais uma pessoa, quando bem ensinada. Está na natureza do amor ser exclusivo e, portanto, fiel. A traição é defeito insuportável porque gera a desconfiança e não é possível viver em paz sem segurança.
Confiança na vida, que tem sempre futuro.
E, pois, alegria e esperança.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Hironobu Saito

Na guitarra, liderando um quarteto com Dennis Hamm (teclados), Philip Kuehn (contrabaixo) e Carmen Intorre (bateria).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Maranatha (14)


II. FUNDAMENTOS

8. A TERRA-NATAL

"Maranatha não fará parte da União Europeia. Poucos têm capacidade de amar área tão vaga. Aproveitando o facto de estarmos numa ilha, espaço simbólico por excelência, tomemos a Terceira pela medida ideal para Maranatha.
O amor à terra-natal é sentimento-alicerce na sociedade que estamos a idealizar. Quem não é patriota está preparado para vender a própria mãe. Revela grave desvinculação face ao Passado, à Cultura e à Língua, o que perturba a saúde da política real.
Viver em comunidade exige laços de pertença, espécie de corpo colectivo no qual, à imagem dos órgãos físicos, cada um encontra a sua função e sentido específico integrado.
Ser mandado requer este vínculo.
A terra não é necessária para o efeito: judeus e ciganos são os contra-exemplos perfeitos, assim como os crentes duma religião, mesmo pertencentes a nações distintas (ex: os católicos). Mas é inegável que a terra-natal funciona como ventre que irmana aqueles que não pertencem à mesma família.
Ninguém ama a Europa desta maneira. Dantes, havia a Cristandade e as nações estavam unidas por laços de família. Mas o Protestantismo acabou com esta perfeição, que urge repor. Por enquanto, estão juntos pelo interesse, que nunca gera confiança. Não há uma religião europeia, nem uma cultura europeia, nem um povo europeu.
Nem sequer há Açores, ideia criada a partir das autonomias, modelos abstractos, isto é, que não foram realmente escolhidos pelo povo. Houve Açores quando havia a capital do Reino, mãe amada, que foi assassinada.
Na Terceira, preferimos ser mandados por Lisboa do que por Ponta Delgada. Pior, só a Europa, que nos rouba o mar e os costumes agrícolas, etc.
Os impérios são cancros.
A Pátria tem a forma dum coração.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Hernán Merlo

No contrabaixo, marcando uma boa batida acompanhado por Guillermo Bazzola, Ernesto Jodos e Oscar Giunta.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Maranatha (13)


II. FUNDAMENTOS

7. TER A QUEM DEIXAR

"Nalgum tempo, no campo, lamentava-se assim quem não tinha herdeiros: «Tanto trabalho para quê, se não tem a quem deixar!». É uma exclamação elíptica e profunda: ninguém vive para si e ter só faz sentido se for para dar.
Só uma análise superficial vê na herança apenas terras e dinheiro; curioso serem os materialistas os maiores adversários da herança, como é o caso de Marx e Proudhon. Os bens materiais começam por ser um símbolo do amor: queremos encher de bens aqueles que amamos.
Também se usava a expressão: «Deixou os filhos “amparados”».
Compreende-se melhor com os maus exemplos: o primeiro já foi dado; o segundo é o seu avesso: «O pulha do filho deu cabo de tudo o que o pai levou uma vida a juntar»; o terceiro é este: pode herdar-se uma situação calamitosa; o quarto conhecem-no à abundância os advogados, que tentam desenriçar muitos casos de partilhas conflituosas por causa de menos de meio metro dum serrado que não vale nada. Etc.
O bom herdeiro compromete-se com aquilo que herda porque ama as coisas como presença simbólica daqueles que o amaram. O bom herdeiro não pensa na riqueza, antes é o guardião responsável da “casa”, isto é, da família, do sangue, do bom nome, da honra e de valores reais como estes. Ele sabe que nada é seu, que é um elo na corrente da Relação.
Atacar a herança é atacar Cultura, História e Memória. Haja em vista o que está a acontecer na Europa depois dos movimentos políticos modernos nascidos do Iluminismo.
Os tiranos sorriem com aqueles que não dão as mãos na linha hereditária.
Atacar a herança particular é o começo da morte da Pátria e, portanto, um suicídio político. A modernidade é internacionalista.
Os melhores de nós dão até aos inimigos.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Hermeto Pascoal

Sem quaisquer apresentações.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Maranatha (12)


II. FUNDAMENTOS

6. A CASA

"«Quem casa quer casa», costuma dizer-se e está bem dito. Aves fazem ninhos, coelhos tocas, cães marcam terreno – porque não haveria o homem de habitar?
Uma casa não é um lugar qualquer. É o espaço sagrado da independência e da privacidade, a metonímia maior de todas; a casa concretiza a alma dos donos. Uma verdadeira casa é “substancial”.
As palavras “moral” e “ética” estão relacionadas com “morar” e “habitar”. A propriedade promove a responsabilidade. O amor constrói e preserva. Havana cai de podre porque nada é de ninguém.
Em Maranatha as casas serão lares. Não serão feitas por arquitectos, mas pelos próprios donos, para evitar experiências intelectuais que reduzem a integridade humana e destroem a Tradição; nem haverá apartamentos feitos por gente anónima a pensar em gente anónima.
Cada casa terá, pelo menos, um alqueire de terreno em redor.
Em Maranatha as pessoas nascerão em casa e morrerão em casa, saindo o funeral de casa. Tudo deverá ser feito para se gerar sentimentos de amor e sagrado aos nossos castelos contra a agressividade do mundo.
Deverá evitar-se a todo o custo o abandono das casas de família. Elas são o símbolo da união entre as várias gerações. Diz-se, por exemplo, “a casa de Bragança” para significar uma família e a sua história. Como dantes, será herdada pelo último a casar, que ficou a cuidar dos pais ou pelo que permaneceu solteiro.
Perder património voltará a ser uma vergonha.
Está bem de ver que ter casa significa direito à propriedade privada. Há dois inimigos da propriedade privada: o comunismo e o capitalismo. O capitalista já não sabe o que tem, já não ama, já não é responsável. Os monopólios são imorais. Ora, o comunismo é o monopólio do estado.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Herbie Hancock

Um repetente, num registo com mais de 30 anos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O (quase) admirável Mundo Novo

Os tempos que vivemos têm aspectos que quase nos fazem esquecer como era o Mundo antes das comunicações em tempo real.
Vem isto a propósito de uma compra que fiz pela net numa loja virtual localizada em San Luis Obispo, CA, nos EUA. O artigo percorreu quase 13 000 km, mais ou menos a distância entre Angra e Singapura. Foi expedido a partir de Carlsbad (CA) e no estrangeiro passou por San Diego (CA), Memphis (TN) e Paris (FR). Em Portugal passou pela Maia, por Lisboa, pelas Lajes e foi-me finalmente entregue em mão, em Angra.
Aspectos positivos deste tipo de compras: não ficamos dependentes do que o mercado local tem. Mesmo que o queiramos esteja do outro lado do Mundo, podemos procurar, perguntar, dialogar, comprar e pagar em tempo real. Abençoadas net e globalização.
Aspectos negativos: os prazos nem sempre são o que desejaríamos, em geral por vivermos em Portugal e em especial nos Açores.
No caso desta compra em particular, tudo corria bem até o artigo aterrar no Porto (escala que fez na Maia). De Carlsbad (CA) à Maia foram gastos 4 dias.
Aqui, parece que caiu num buraco negro. Entre o tempo gasto nas actividades que parasitam este tipo de compras (Alfândega e Despachante, esta figura que julgava extinta mas que ainda persiste), no transporte para Lisboa, no posterior envio para as Lajes e na entrega final, decorreram 9 dias.
Conclusão: entre os EUA e a Maia gastou-se 31% do tempo para fazer 11 065,61 km (86% da distância total), entre a Maia e Angra gastou-se 69% do tempo para fazer 1 864,58 km (14% da distância total), ou seja, há muito a fazer no que respeita a transportes e logística e, para regiões com os Açores, são determinantes. E este tipo de problema coloca-se não só na entrada de produtos na Região, mas também na sua saída.
Outra lição pessoal que colhi desta compra: FedEx nunca mais.

Maranatha (11)


II. FUNDAMENTOS

5. LAÇOS

"Famílias grandes são barreiras contra a tirania, que é uma tentação do Estado. A família sente a sorte dos seus como sua, por causa do vínculo sentimental, que o Estado a custo consegue.
Um membro da família nunca é um número. Apoiam-se e não ficam dependentes do Governo. É a temível força do sangue e da terra natal (em Lisboa cumprimentamos pessoas que, na ilha, nunca foram nossas conhecidas).
Em Maranatha este género de laços e de pregas será altamente estimulado, contra a moda das sociedades lisas como folhas de papel quadriculado, onde as relações são abstractas e, pois, manipuláveis.
Não haverá asilos de velhos porque os avós são uma riqueza no lar. Para além de mais benévolos na educação dos netos, o que acentua a linhagem do amor, representam mais passado e mais história, forte adubo do presente. Mais: mostram o percurso natural a caminho da morte. Quanto mais gerações juntas, maior a libertação do materialismo. Para além disso, a memória é um antídoto contra a ditadura.
E há os tios e os padrinhos; os pais dos nossos primos também são filhos dos nossos avós; afinal a fonte é uma só; e, numa sociedade conservadora, os padrinhos garantem o futuro dos nossos filhos.
E há as famílias simbólicas ou metonímicas: a freguesia, o futebol, a religião… Numa freguesia de tamanho médio, todos os membros estarão ligados por via do parentesco. Ninguém estará fragilizado pela solidão ou pelo anonimato.
A sociologia chama a isto “capital social” e queixa-se de ele ter sido aniquilado nas megacidades modernas. “Capital” é um termo marxista, o que reflecte o materialismo da leitura, espécie de “mea culpa”.
Em Maranatha os laços não serão “capital, mas verdade, força, alegria, amor, vida.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Herb Robertson

A presença do trompete num registo diferente.

domingo, 8 de agosto de 2010

Maranatha (10)


II. FUNDAMENTOS

4. IRMÃOS

"Muito antes de sabermos que somos e quem somos já somos no mundo físico e mental da nossa família; e continuamos a ser, depois de mortos. Ninguém é só de si.
Começamos a ser dentro do corpo da nossa mãe. Somos, então, um corpo dentro doutro corpo. Alteramos a natureza dela para sempre. A partir deste facto, o nosso pai deixa de ser um homem qualquer.
A família é, com efeito, sagrada, pois todos os elementos se transcendem nela, encontrada a essência de cada um no outro. A vontade livre que junta os noivos casa com o sangue, nos filhos.
Se não houver nenhum impedimento, os irmãos são muitos. Os casais sentem, no seu íntimo, este apelo profundo, tamanho é o júbilo. Combater tal desejo contraria a felicidade.
Os irmãos descobrem-se no mesmo patamar ontológico por duas vezes: distintos, têm a mesma raiz; mas, se aos pais devem obediência, aos irmãos tratam por “tu”.
Daqui surge a fatídica confusão entre “fraternidade” e “igualdade”, de consequências políticas fundamentais.
A fraternidade é um sentimento de comunhão real; cresce no coração e amacia o egoísmo, trocado pelo DEVER. Meu irmão nunca é completamente diferente de mim.
A igualdade é um princípio matemático sem realidade concreta, pois meu irmão nunca é completamente igual a mim. Aumenta o egoísmo. Exige DIREITOS.
Todas as sociedades felizes alimentam o ideal de fraternidade. Os melhores dentre nós conseguem estendê-lo sobre todo o Universo, em famílias metonímicas.
Todas as sociedades que insistem na equidade terminam em tragédia; Caim tem matado muitas vezes Abel.
Maranatha é uma sociedade conservadora, obstinada com o dever fraternal. Depois da Revolução Francesa, todos os sistemas políticos optam pelo invejoso Caim.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Henry Threadgill

Aqui, em Hamburgo, com a sua Society Situation Dance Band. Excelente.

sábado, 7 de agosto de 2010

Maranatha (9)

II. FUNDAMENTOS

3. PAI

"A maioria dos homens precisa do casamento para atingir a maioridade. Se no caso das mulheres a questão é física, no dos homens é espiritual, o que a torna muito mais urgente.
Casar significa ser responsável por uma casa e pai de herdeiros. Esta cerimónia é um compromisso de interesse comunitário e deverá constar da assinatura duma promessa, diante de juiz.
A própria recusa em assumir a seriedade do casamento – muito mais comum nos homens do que nas mulheres – é sinal evidente da intolerável adolescência que somos obrigados a suportar em velhos de cinquenta.
Grande parte da culpa reside na chamada “emancipação feminina”; se ambos os sexos são iguais e têm os mesmos direitos, então entram na relação de igual maneira. Se os trabalhos dos homens e das mulheres são idênticos, então elas podem ser abandonadas sem remorsos.
Ora, esta é uma descarada mentira. O corpo do homem não muda com o acto sexual. E, depois do divórcio, que é expectável, são poucos os que pagam a pensão aos filhos, e a polícia não os vai prender.
Só os inconscientes vivem um dia atrás do outro, justificando esta incompetência com a vontade de “gozar a vida”. O homem maduro ambiciona “construir a vida” com sentido, como quem arquitecta uma casa com projecto.
Ser pai acorda no homem a sua dimensão transcendente. Pode erigir o mundo, pois tem a vida acrescentada em mais uma geração; e em outra e mais outra, segundo a esperança que a família permite. Deixa para trás uma vida de solteiro, isto é, de egocentrado; trabalha para alguém, aprende a amar, de facto.
Em Maranatha, um homem será julgado pelos muitos filhos que tiver e pelo modo de gerir a sua casa. A sua descendência será a coroa de glória mais cobiçada.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Henry Cowell

O esplendor do piano, aqui numa leitura muito diferente (interpretação de Joel Sachs). Recomendo também este tema.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Victor Castro em Angra


Quase a terminar a sua digressão pelo país, o Victor Castro, o Mauro Sérgio (baixo) e o Isaías Alves (bateria), fizeram encher a Praça Velha ontem à noite, apesar de ser uma quinta-feira.
Se a qualidade do Victor não foi surpresa para os presentes, os outros dois elementos do trio não desiludiram. São ambos excelentes músicos.
No seu regresso ao Brasil já no próximo dia 7, sábado, resta-me desejar-lhes, além de uma boa viagem, um futuro carregado de sucesso. Obrigado pela excelente música, Victor.

Maranatha (8)

II. FUNDAMENTOS

2. MÃE

"A mulher tem direito a ser tratada como mulher, isto é, a não ser tomada como fêmea ou como homem de segunda classe.
Durante séculos a Tradição batalhou para libertar a mulher do jugo masculino, que a reduzia à condição subhumana da meretriz. Mas, depois da revolução industrial, as mulheres caíram noutra armadilha igual, senão pior: a de se transformarem em homens.
Hoje em dia a situação é tão grave que elas se envergonham da sua natureza, indo ao ponto de se humilharem com o pecado mais antigo: o de se reduzirem à vontade masculina, supondo ser livres. É urgente ensinar as mulheres a voltarem a ser pessoas.
Em Maranatha as mulheres terão o direito a ser senhoras: casadas, mães e donas do seu lar. O divórcio – que sempre foi um escarro na cara delas – será proibido, de modo a garantir-se a máxima segurança à família.
As mulheres sempre ajudaram na economia doméstica, mas com base na sua diferença específica, respeitados os seus ritmos biológicos e a sua função social mais elevada. Serão recriadas, em Maranatha, condições para o trabalho feminino, que não podem ser iguais às dos homens, como perversamente agora se proclama, como vitória.
Exemplos: ordenado-casal (homens casados ganharão o dobro dos solteiros, para a mulher ficar em casa); teletrabalho; trabalho em equipa, de modo a favorecer flexibilidade de horários; proximidade do trabalho da zona de residência, etc.
Mas o ideal é que não trabalhem, pelo menos enquanto criam filhos. Como pessoas que são, é delas a escolha. Mas precisam de ser relembradas da sua dignidade, de modo a combater-se a escravatura contemporânea.
Este ideal jamais poderá ser considerado despesa incomportável, pois é mais importante do que tudo.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Helen Sung

O encanto das mãos femininas e das coisas simples.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A supernova 1987A

"Os primeiros projécteis lançados pela supernova viajam a uma velocidade de cem milhões de quilómetros por hora, cerca de cem mil vezes mais rápido do que um avião de passageiros.
Mesmo a esta velocidade, foram necessários dez anos para que os destroços alcançassem um anel de gás e poeira libertado anteriormente, quando a estrela estava a "morrer".
" - in
Notícias SIC
A imensa beleza e a dimensão impossível de ser interiorizada destes fenómenos, são a melhor receita para, de tempos a tempos, reduzirmo-nos à nossa insignificância.
Lembram-me ainda um tenente-coronel que, nas aulas das oito da manhã, nos dizia: reduz-te à tua insignificância e estuda. Hoje não me lembro do seu nome, só da alcunha, mas a mensagem ficou.

Maranatha (7)

II. FUNDAMENTOS

1. A FAMÍLIA

"Quando, em breve, chegar a Primavera, assistiremos à euforia da reprodução, desdobrada em variações infinitas. Machos sujeitam-se a perder a vida pela fêmea que os encantou, para ela dançam com garbo e mestria, a ela oferecem ninho, toca, abrigo. Prolongarão pelo tempo necessário a assistência às crias.
Não foram os seres humanos que inventaram a família. Ela está inscrita em toda a Natureza sexuada. Nós apenas a elevámos ao estatuto do sublime, por sermos mais inteligentes e dotados de memória superior.
O direito inalienável da mulher a ser mãe está inscrito em todo o funcionamento do seu corpo. A criança tem direito a protecção durante muito mais tempo do que as outras crias. Esta tarefa é custosa e precisa da ajuda dum terceiro, que é o pai.
Por seu turno, o homem tem direito à propriedade privada e, por consequência, a herdeiros que justifiquem o esforço do seu empenho e trabalho. Sem herdeiros, a propriedade privada não faz sentido, assim como o trabalho. Por isso, o comunismo é um ataque à dignidade humana.
Se uma mulher tem direito a um pai para os seus filhos (e um só dá maior segurança), um homem tem direito à certeza de que este é, de facto, seu herdeiro. O casamento monogâmico alia os direitos duns aos deveres dos outros, a começar pelo amor.
Porque todo este processo cria vínculo. Nada disto é mecânico e frio. Em condições naturais, o enamoramento humano segue o afecto observado em toda a Natureza.
A decadência da família ocidental é uma consequência dos ideais políticos modernos e paga-se com grande sofrimento solitário que, a limite, conduzirá ao fim do tecido social.
Outros modelos de família jamais poderão ir contra esta estrutura básica de origem natural.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Happy Apple

O encanto das coisas simples. Eles são Mike Lewis no saxofone, Erik Fratzke no baixo e Dave King na bateria.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Maranatha (6)

I. INTRODUÇÃO

6. DE QUEM É QUE TU ÉS?
"Facto é que estamos juntos. Não é obrigatório estarmos juntos, quem quiser poderá partir para uma ilha deserta. Daqui conclui-se que não está certo uma pessoa viver em comunidade e pensar e agir movida pelo interesse individual.
Em Maranatha, o Bem Comum sobrepõe-se ao proveito próprio. “Bem Comum” não é o mesmo que “bem geral”; este último (defendido por Rousseau e outros) é a soma dos interesses particulares.
É óbvio que o bem geral pode estar contra o direito natural e, por conseguinte, contra a própria pessoa humana. Exemplifiquemos com «Antígona»: Creonte representa o bem geral e Antígona – muitas vezes erradamente apresentada como defendendo os interesses individuais contra o Estado – está é a defender o “Bem Comum”, o direito natural contra o direito positivo.
Logo, devem ser evitados dois excessos: um, actualíssimo na pós-modernidade, o do elogio do individualismo; outro, perversamente ligado a este, o da diluição da pessoa humana no magma das grandes metrópoles sem rostos. As pequenas comunidades são o lugar certo para a realização do humano.
Antigamente, as tias das freguesias faziam a seguinte pergunta: «Ah, pequeno, de quem é que tu és?». Pressupunham que ninguém vive por/para si, que há uma rede de relações que ampara a pessoa de se tornar anónima e, portanto, vulnerável. Um “Zé-ninguém” não tem status não por não ser rico, mas por não estar vinculado a outrem.
A Psicologia distingue “vinculação” de “imprinting”. Ligamo-nos afectivamente aos outros logo nos primeiros meses de vida, e não por interesse; até os chimpanzés procuram o amor em vez da subsistência.
Segue-se que uma pessoa sente a dor dos seus próximos como se fora sua.
O sacrifício é a maior virtude.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Hans Ulrik

No saxofone e integrando um colectivo invulgar com três senhoras, Aina Kemanis (voz), Elvira Plenar (piano/teclados) e Marilyn Mazur (percussão). Os restantes músicos são Eivind Aarset (guitarra), Klavs Hovman (baixo) e Audun Kleive (bateria).

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Parece que Zaqueu ressuscitou e está em Lisboa

"53 super funcionários chamados para cobrar impostos." - in Diário Económico

Mitos Urbanos

"No outro lado está um imenso universo de micro, pequenas e médias empresas que pouco contribuem para o Estado. Em 1995, cerca de 96 por cento das cerca de 200 mil sociedades (até 500 mil contos de facturação) pagavam 17 por cento da receita de IRC. Em 2007, os mesmos 96 por cento do total das empresas (até 2,5 milhões de euros de proveitos) pagavam 21 por cento da receita desse exercício." - in Público
A ser assim gostava de saber para que contribuem quando mensalmente lhes confiscam 34,75% sobre os vencimentos dos empregados, quando adiantam o IVA, quando pagam o Pagamento por Conta, o PEC, as Tributações Autónomas, o Imposto de Selo, o IMI, o Imposto de Circulação, etc..
Se "em 1995, as duas maiores empresas, que eram públicas, entregaram um quarto da receita de IRC desse ano", é porque funcionam em regime de monopólio ou de oligopólio, como acontece hoje com a EDP, a GALP e outras empresas do regime. Compará-las com com o "imenso universo de micro, pequenas e médias empresas", é comparar o incomparável.
Gostava ainda de conhecer um micro-empresário que, depois de pagar todos aqueles impostos e salários, ainda lhe sobre dinheiro para contratar um especialista em direito fiscal que use "expedientes de planeamento fiscal, que tendem a aproveitar as regras legais para reduzir os rendimentos que deveriam ser tributáveis". Este sr. jornalista do Público, João Ramos de Almeida, vive num mundo cor-de-rosa.
As actuais crises, a recente, conjuntural e importada, e a crónica, estrutural e doméstica, vistas do lado do Estado servem de justificação para o completo descontrolo das suas despesas. Mas esperam que as empresas lhes fiquem imunes e tenham imensos lucros para que o mesmo Estado os coma em IRC.
Este discurso, tipo BE, da evasão fiscal é já um autêntico mito urbano.

Carvalho da Silva no Plano Inclinado

Sabia que Carvalho da Silva tem um Doutoramento. Não sabia em quê. Depois deste programa suspeito que é em Filosofia.

Hans Glawischnig

No contrabaixo, acompanhando no quarteto The Burgstaller Martignon 4 Joe Burgstaller (trompete), Hector Martignon (piano)e John Ferrari (bateria). Uma maneira diferente de tocar Mozart.

domingo, 1 de agosto de 2010

sábado, 31 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Greg Osby

Outro grande saxofone a dispensar apresentações.

Bancos portugueses passam nos 'stress tests'

"BES, Caixa, BCP e BPI tiveram nota positiva nos testes à solidez financeira europeus e não precisam de aumentos de capital." - in Diário Económico
"O Banco Central Europeu afirmou esta sexta-feira que os testes de resistência aos 91 bancos foram "rigorosos e amplos", e instou os bancos que necessitem de aumentar os seus capitais a fazê-lo através do sector privado." - in
Notícias SIC
Apesar de alguns rumores vindos do outro lado do Atlântico que põem em causa os testes de resistência realizados na UE, a notícia relativa a cerca de 74% da nossa banca é uma boa notícia.
Mas vem acompanhada de um aviso do BCE, importante para a nossa banca que se tem financiado essencialmente junto do banco central.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Execução orçamental (1)

"As autarquias e as regiões autónomas não estão a conseguir cumprir as exigentes metas orçamentais impostas pelo Governo para 2010. Num ano em que a redução do défice é a prioridade número um, os gastos destes sectores estão a crescer acima do esperado e as receitas tardam em atingir o nível com que o Executivo está a contar para abater dois pontos percentuais ao buraco das contas públicas." - in Jornal de Negócios
O Estado neste momento só controla a receita e começa a descobrir que a teta está a secar, em especial em regiões como os Açores. A despesa está descontrolada e parece incontrolável.

Grant Green

Um grande senhor da guitarra a tocar música de outro grande senhor: Django.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Execução orçamental

"Apesar dos apelos à austeridade e à consolidação, os últimos dados relativos à execução orçamental mostram que a derrapagem da despesa prosseguiu nos primeiros seis meses do ano, acabando por ser compensada por uma subida nas receitas." - in Público
Com o país refém dum despesa incontrolável, do serviço da dívida e dos respectivos juros, é isto que nos espera. E depois de 2013 ainda vai ser pior. Não vai haver impostos que saciem um Estado sempre de boca aberta, onde o dinheiro cai num buraco sem fundo.

Uma ilusão chamada SCUT

Os socialistas venderam ao país uma ilusão chamada SCUT. Acordaram quando receberam a primeira factura no valor de 750 milhões de euros (quase 1% do PIB) e perceberam o óbvio: é incomportável manter durante 25 anos uma ilusão tão cara. Agora é a trapalhada a que temos assistido para remediar o erro.
A região também comprou a mesma ilusão, mas com uma variante: também vai ser paga por todos, mas está ser construída na ilha que tem maior nível de desenvolvimento. Vai custar 325 milhões de euros, num período de 30 anos, com uma prestação média anual de cerca de 13 milhões de euros. Veremos como vai ser quando chegar a primeira factura.

Tribunos e Estilos (1)

O Estilo Barrasco, que já vi em Jorge Coelho, Augusto Santos Silva, José Lello, Ricardo Rodrigues, Vítor Baptista e agora em Strecht-Ribeiro, faz escola no PS (ver a partir dos 39 minutos do vídeo).

Revisão Constitucional

Ainda não é conhecida a versão final da proposta de revisão constitucional de Pedro Passos Coelho e já as carpideiras mais conservadoras do regime, desde algum PSD que ainda sofre de complexos de esquerda até ao BE, fazem uma choradeira ruidosa, sempre em nome do sagrado Estado Social, do qual são elas próprias os maiores beneficários. Só ainda não disseram como pretendem pagá-lo no longo prazo.
Não sou apoiante ou sequer simpatizante do PSD e do Passos Coelho, mas neste momento reconheço-lhe a coragem de assumir que pretende governar e não apenas ganhar eleições. Vamos ver como se aguentará nos próximos tempos.

Gorka Benítez Quartet

Mais um quarteto da Catalunha.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Como é bom ter amigos (5)

Com o Dia do Amigo a chegar ao fim, é bom saber que temos pelo menos um que continua a fazer-nos sorrir.

Giulia Valle

Uma senhora no contrabaixo, liderando um grupo catalão com um excelente som.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Directora da ES D. Maria de Coimbra no Plano Inclinado

A Professora Rosário Gama, Directora da ES D. Maria de Coimbra, discute a educação do país com Medina Carreira e Nuno Crato. Vale a pena ver ou rever.

Gilbert Isbin

Transporta na sua música a beleza da sua cidade: Brugges. Vale a pena dar uma volta no youtube para conhecer mais deste músico belga.

sábado, 17 de julho de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Estado Social

"O Presidente do Governo espanhol, Luis Rodríguez Zapatero, anunciou hoje que Espanha vai aumentar a idade de reforma, de 65 para 67 anos, tal como o período de cálculo das pensões, cuja reforma está actualmente a ser debatida." - in notícias SIC
Depois a Alemanha, a Espanha. Nós em relação aos espanhóis tivemos sempre algumas desvantagens. Falando apenas das mais recentes, tiveram um ditador que industrializou o país, enquanto nós tínhamos por cá o Botas, que fazia tudo em escala pequenina e ía mantendo-nos pobres e ignorantes. Até nos socialistas tivemos azar. Do lado de lá parece que fizeram opções. Basta comparar as medidas dos PEC's.
O tão querido Estado Social dos socialistas é insustentável. Pelo menos como o conhecemos actualmente.
As circunstâncias demográficas e económicas deixam-nos três opções:
- aumentar os custos da mão-de-obra e no lugar dos 34,75% que a Segurança Social nos confisca todos os meses, passar para uma percentagem maior; parece-me que isto será matar o doente com a cura e é uma das soluções do novo Código Contributivo socialista, por enquanto adiado;
- aumentar a idade da reforma; parece-me que os 67 anos é uma meta optimista e o Governo continua a adiá-la; a realidade vai elevar decerto a idade para os 70 anos ou perto; o resultado vai ser muitos de nós, portugueses e europeus, nunca se reformarem, morrerão antes disso;
- aumentar a reponsabilidade individual de cada um na construção da sua reforma e retirar ao Estado muitas das atribuições que detém actualmente; pessoalmente isto devia acontecer já amanhã.

Ética e deontologia

"A relação próxima entre uma procuradora do Ministério Público e o presidente de uma empresa determinante para a compra dos submarinos e para a investigação criminal pode pôr em causa os respectivos processos judiciais. A procuradora é uma das responsáveis pela investigação e ele o responsável pela empresa que fez as perícias para o Ministério Publico." - in notícias SIC
Como redimir um país tão maltratado como o nosso? Mudar o regime não será suficiente. Há que mudar também pessoas necessariamente.
(foto tirada daqui)

Ellery Eskelin/Gerry Hemingway

O encanto das coisas simples, num duo improvável.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Esquizofrenia

"Em entrevista ao Financial Times, o primeiro-ministro, José Sócrates, revela-se confiante no futuro, sustentando que nenhum país procedeu a mais reformas nos últimos cinco anos e que as medidas de austeridade surtirão bom efeito." - in DN Economia
"A esquizofrenia (...) é um transtorno psíquico severo que se caracteriza classicamente pelos seguintes sintomas: alterações do pensamento, alucinações (visuais, cinestésicas, e sobretudo auditivas), delírios e alterações no contacto com a realidade." - in
wikipedia

Michael Musillami Trio

Um grande trio com o violino a dar-lhe um toque a Gipsy Jazz.

terça-feira, 13 de julho de 2010

George Russell

A propósito deste pianista e compositor, para quem aprecia jazz, vale a pena ver este episódio do Billy Taylor's TV show de 1958. É uma pérola da História.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Alexandre Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, no Plano Inclinado

Programa a ver ou a rever. Qualidade garantida pela qualidade do convidado.

Jornadas Parlamentares do PSD


Nota positiva, o facto de estarem online. Exemplo também a seguir, incluindo pelo PS, já que o debate com a assistência é público e não à porta fechada como aconteceu nas suas Jornadas Parlamentares. Estive a ouvir Manuel Villaverde Cabral e até agora as intervenções parecem mais ligadas ao país real, logo mais interessantes que as proferidas nas Jornadas do PS. Fala agora Ernâni Lopes. Como sempre, vale a pena ouvi-lo.

George Garzone

Mais um senhor do saxofone a dispensar apresentações.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Victor Castro Trio na FNAC do Colombo, em Lisboa

O Victor Castro já está em terras portuguesas. Este é o som que dentro de dias poderemos ouvir aqui na Terceira. Não tenho dúvidas sobre o sucesso da digressão nacional do Victor.

Gary Willis

No baixo, num grupo com um grande som e mais uma vez com um grande senhor da guitarra.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vítor Bento no Plano Inclinado

Mais um programa a ver, ou a rever. Este com Vítor Bento, presidente da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) de Maio de 2006 e Abril de 2008.

Gary Peacock

No contrabaixo, acompanhando um grande guitarrista brasileiro. Os músicos e standards garantem a qualidade.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Gary Burton

Abstraiam-se do grande senhor da guitarra e concentrem-se na excelência do vibrafone.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Jornadas Parlamentares do PS

Nota positiva, o facto de estarem online. Exemplo a seguir. Estou a ouvir Mário Soares. Continua a dizer o que já ouvi no Prós e Contras da RTP: a crise foi importada.

Tertúlias da Casa do Sal


No passado dia 2, sábado, aconteceu mais uma Tertúlia da Oficina d'Angra na Casa do Sal. Os guitarristas Paulo e Ilídio Gomes (dos Sombras) trouxeram as músicas dos Beatles e o João Félix revelou-se um jovem com muito talento, não só com guitarra mas também com a voz. Mas a voz da noite foi a de Tatiana Rybakova, professora de piano, que interpretou alguns temas cubanos.

Fredrik Carlquist

O encanto das coisas simples: saxofone soprano, guitarra e contrabaixo.

domingo, 4 de julho de 2010

Fred Hersch

O eterno esplendor do piano. Vale a pena dar uma volta no youtube e ouvir algumas coisas deste músico, como esta.

sábado, 3 de julho de 2010

O monstro

"A situação, explica o director-geral das Artes, Jorge Barreto Xavier, decorre da lei e do código de IRS, que estabelece que prémios que resultem de concursos públicos não estão sujeitos a imposto, mas que os outros são tributados. É assim desde 2004." - in Público
É o nosso monstro fiscal a comer tudo o que dele se aproxima. A história está toda contada aqui.

Fred Frith

A guitarra muito para além do óbvio.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A partir de hoje ficamos mais pobres

Hoje ia escrever qualquer coisa sobre o aumento de impostos. Está tudo escrito aqui no fôguetabraze. Eu não o faria melhor.

Instituto dos Pupilos do Exército - Inscrições 2010/11

Já estão abertas as inscrições para a admissão de alunos no Instituto dos Pupilos do Exército, para o ano lectivo de 2010/11. Podem ser obtidas informações no site do IPE, onde poderá também ser feita a candidatura online.


Frank Vignola

Um tema brasileiro ao ritmo do Gipsy Jazz. Simplemente muito bom.