Um mestre da guitarra.
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Jesse Chandler
Nos teclados, acompanhando num grande tema os portugueses Nelson Cascais (baixo), Pedro Moreira (saxofone), André Fernandes (guitarra) e Bruno Pedroso (bateria).
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Os 5 de Outubro

Um século de república é sempre uma data a assinalar, independentemente de nos identificarmos ou não com ela.
Mesmo sabendo que foram 100 anos passados, na sua maior parte, em caos e em ditadura. Mesmo sabendo que não integra todas as virtudes que reclama para si, pelo simples facto de ser república e que sofreu, e sofre, de muitos dos males de que acusava a monarquia.
Os discursos que hoje ouvi na Praça do Município, em Lisboa, não passaram de ideias vagas, meias palavras e muitos paninhos quentes, que caracterizam a maioria da actual classe política, sem carisma, em muitos casos incompetente e em especial sem coragem.
Temos um presidente que tem feito um mandato sem coragem de intervir quando podia, nos termos da actual Constituição, e o país necessitava. Vai ficar na História como o presidente do "não comento", enquanto assistiu ao completo descontrolo da governação do país.
Temos um primeiro ministro que mente ao país, vive em completa negação e revela-se completamente incompetente para a governação. Não tem, por isso, qualquer capacidade para admitir que está a mais e que, nos quase seis anos que leva de governo, o país ficou mais pobre e sem grandes perspectivas de mudar a médio/longo prazo.
O presidente da república e o primeiro-ministro perderam, ou nunca tiveram, a dimensão necessária para mobilizarem o país para a coesão que tanto apregoam.
Não partilho da opinião dos que afirmam que, se fossemos hoje uma monarquia, seríamos um país melhor. Nada nos garante que o rei não se comportaria como Cavaco Silva e que Sócrates nunca teria chegado a primeiro ministro.
Também não partilho da opinião que, com a república, os males da monarquia desapareceram, como p.e. os privilégios dinásticos e de hereditariedade. Os níveis de corrupção de que padecemos provam-nos que continuam a existir, só que de maneira menos explícita e assumida.
Apesar de tudo, acho que continuo a preferir a república. E acho que vale a pena lutar por uma 4ª República que devolva o país aos cidadãos, que reconheça os valores do trabalho e do mérito, que imponha a ética na actividade política e que julgue e puna os que sejam negligentes na missão de servir a Nação.
Para terminar, e porque nos discursos oficiais ficou completamente esquecido, faltou comemorar o 5 de Outubro de todos os portugueses, o de 1143.
Mentiroso? Incompetente? Ou ambas as coisas?
"Depois de ter apresentado o segundo pacote adicional de austeridade, o primeiro-ministro deu duas entrevistas em dois dias. No sábado teve o exame mais duro – e as respostas nem sempre corresponderam à realidade dos factos ou aos limites do possível. Saiba como os erros de Sócrates afectam o seu bolso." - in i
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente. (Camões - Canto III dos Lusíadas)
"Portugal vai dispor de 62 mil toneladas de cereais e cinco mil toneladas de leite em pó da União Europeia (UE) para distribuir, em 2011, no âmbito da ajuda alimentar aos mais necessitados, foi hoje divulgado em Bruxelas." - in RTP
Desculpem-me mas não consigo evitar sentir-me envergonhado.
Estado Social no Plano Inclinado
No início desta nova série o convidado é o professor João Cantigas Esteves. A ver ou a rever.
Porque hoje é dia deles
Uma boa notícia, para variar. O novo dono já lhe deu nome: Freia. A escolha foi acertada.
Freia, a livre, a bela, é a Deusa da juventude da mitologia nórdica e personagem da ópera Der Ring des Nibelungen, de Richard Wagner. Assenta-lhe como uma luva.
Jerry Bergonzi Quartet
Com Jerry Bergonzi (saxofone), Mick Goodrick (guitarra), Mike Richmond (baixo) e Adam Nussbaum (bateria).
domingo, 3 de outubro de 2010
René Marie & Jeremy Pelt
De regresso ao encanto das vozes femininas. Com um grande senhor do trompete.
sábado, 2 de outubro de 2010
Maranatha (37)
V. EDUCAÇÃO
1. IDEOLOGIA E EDUCAÇÃO
"A educação é um dos piores mitos do sistema político saído da Revolução Francesa. Mito e tabu: quase não se fala do que é mesmo importante. Contudo, os filósofos pós-modernos colocaram o dedo em algumas das feridas.
Os iluministas acreditam que a educação vai libertar o ser humano das trevas da ignorância e permitir o progresso da Humanidade, através do desenvolvimento da razão. Há três equívocos aqui:
(1) - Não é óbvio que antes da Revolução Francesa só haja ignorantes;
(2) - Não é óbvio que as habilitações académicas façam uma pessoa melhor;
(3) - Já passaram duzentos anos e não é óbvio que os modernos tenham sido bem sucedidos.
Fizeram uma baralhação mais grave: para os antigos, o verdadeiro Conhecimento vai libertando a pessoa das preocupações imediatas da vida, abrindo-lhe a visão para campos cada vez mais amplos, até ao infinito, onde o ego vai desaparecendo, na lição de humildade que a autêntica Sabedoria promove. É o que Sócrates quer significar quando afirma: "Filosofar é aprender a morrer".
Esta concepção começou a mudar no Renascimento e está muito bem simbolizada na máxima de Francis Bacon: "Knowledge is power". Os modernos não procuram ser mais sábios; visam dominar melhor.
Quem é que acredita que a maioria vai para a universidade para se aperfeiçoar como pessoa?
O que leva as pessoas a este ou àquele curso é a ascensão social, pois a burguesia tem vergonha do trabalho manual.
Primeira conclusão: obriga-se todos a estudar, violando a liberdade.
Segunda: só se estuda o que tem utilidade; morte às Humanidades (cheiram a sacristia).
Terceira: temos doutores e engenheiros que não sabem nem ler, nem escrever, nem contar, nem pensar - pior: não são pessoas bem formadas." - Mário Cabral in Diário Insular
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
PEC 3 (4)
Há quem lhes chame xuxas. O epíteto cabe que nem uma luva a este senhor deputado do PS. Dou-lhe o mesmo conselho que dei a Almeida Santos: vá lamber sabão e arranje um trabalhinho.
PEC 3 (3)
Acabo de ouvir Sócrates afirmar na RTP1 que as medidas agora decididas pelo Governo são estruturais. Estou curioso para saber o que vai chamar às que vai ter de tomar para o Orçamento de 2013 (se tivermos o azar de o ter ainda como PM).
Estamos mesmo entregues ao bichos.
Porque hoje ...
...é dia mundial da música e há coisas cuja beleza nem o Sócrates a falar na televisão, como faz neste momento, consegue apagar.
PEC 3 (2)
"Os impostos aumentam, os salários na função pública têm cortes e a despesa do Estado é reduzida, supostamente, em 3.420 milhões de euros. Os mercados reagem bem, mas será que o PEC3 chega? Creio que não porque os problemas de fundo estão por resolver." - Luís Ferreira Lopes in SIC
Artigo muito interessante que, de maneira simples explica o óbvio: o PEC 3 não vai ser suficiente. A partir de 2013 virá aí nova vaga de aperto nacional. Será tudo ainda pior se, nessa altura, tivermos o azar de ter o Sócrates a governar.
Pec 3 (1)
"As medidas previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) estão em risco de não ser suficientes para alcançar a redução do défice orçamental pretendida, o que poderá obrigar o Governo a prever um esforço de consolidação adicional." - in Público em 2010/04/13
Porque é bom ter memória, há que relembrar os avisos de Abril passado, altura em que toda a gente via o óbvio, excepto o nosso incompetente Governo.
Capanha SOS Cagarro arranca hoje

É altura de passar a andar com uma caixa de cartão nos nossos carros, reduzir a velocidade de circulação nocturna e redobrar a atenção.
Se encontrarem um cagarro lembrem-se que é uma ave jovem, por isso não tenham medo em capturá-la porque não vos comerá dedo algum. Deixá-lo para trás é condená-lo a uma morte certa. Coloquem-no na caixa e libertem-no junto do mar, de dia, no dia seguinte. Em terra é desajeitado mas logo que entra na água é de uma agilidade impressionante.
E a experiência de os libertar, garanto-vos, é inesquecível, em especial quando o podemos fazer com os nossos filhos.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
PEC 3
O autêntico PEC 3 anunciado hoje pelo governo peca, em grande parte, por tardio, pois muitas das medidas deviam ter sido tomadas em 2009, em vez das medidas eleitoralistas que na altura foram a sua opção.
Mas, pior que tudo, é que vão ser insuficientes. Não acredito que vá haver vontade e coragem para cumprir cortes na despesa que vão para além da redução dos salários da Função Pública. Esperemos por 2013 para ver.
Para concluir, uma palavra para um senhor do PS cuja senilidade é a única justificação que encontro para as declarações que fez: vá lamber sabão, pois com a sua idade já é tarde para começar a fazer uma coisa que desconhece, trabalhar.
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