segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Peter Fechter - assassinado há 47 anos

Elba Ramalho - 58 anos

Animal Farm - 64 anos

O livro de George Orwell foi publicado há 64 anos, em 1945, e continua muito actual. Quem quiser ver a versão em desenhos animados pode fazê-lo aqui.

Robert De Niro - 66 anos

Marcello Caetano

É ainda hoje uma referência na nossa jurisprudência. Mas este professor de direito, enquanto primeiro-ministro, nunca teve a determinação suficiente, ou mesmo a vontade, para fazer as reformas que o país necessitava e nunca se soube livrar da influência da célebre Brigada do Reumático, que gravitava em torno do pouco mais que idiota Américo Thomaz.
Nasceu em Lisboa há 103 anos, em 1906. Morreu no exílio no Rio de Janeiro em 1980.

Batalha da Roliça

Cresci a ouvir falar desta batalha. A Roliça é uma pequena aldeia do concelho do Bombarral, onde tenho as minhas raízes maternas.
Foi a primeira batalha da Guerra Peninsular, travada há 201 anos, em 1808, entre as tropas francesas do general Delaborde e as tropas luso-britânicas de Arthur Wellesley (futuro duque de Wellington) e Gomes freire de Andrade.

Eddie Kirkland

Mais uma grande guitarra do Blues.

domingo, 16 de agosto de 2009

23

Num FIAT igual a este, há 23 anos, partia um casal numa lua-de-mel sem qualquer programa e que, talvez por causa disso correu tão bem.
Além da cor futurista, e porque o condutor tinha praticamente acabado de tirar a carta de condução, a porta do porta-bagagens ostentava um belo ovo estrelado magnético com o inevitável 90.
Quando fazia muito calor o radiador ficava como uma chaleira. A solução era parar e esperar pacientemente que o pobre FIAT recuperasse. Outro capricho desta máquina era começar a apitar sem parar sempre que se dava mais de uma volta completa ao volante. Só se calava quando o volante voltava para a posição em que as rodas ficavam a direito.
Enfim, era uma maravilha de carro, para quem na altura nada mais tinha que o outro parceiro com quem, neste dia, iniciava a aventura de uma vida por construir.

Dorival Caymmi - 1914/2008

Idi Amin Dada

Os ditadores são todos ridículos.
Mas de todos
Idi Amin Dada, ex-ditador do Uganda, conseguia ser o mais grotesco e patético.
Foi durante muito tempo o maior presidente do Mundo, era um admirador confesso de Hitler, ameaçou a Rainha de Inglaterra lançar-se em pára-quedas sobre o Palácio Real e desafiou o presidente da Tanzânia para um combate de boxe para resolverem algumas das suas disputas.
Matou e mandou matar centenas de milhar de pessoas. E isto para citar apenas algumas das suas desequilibradas façanhas. Vale a pena ler a sua biografia para nunca nos esquecermos de quão maus alguns homens podem ser.
Viveu exilado na Líbia e morreu, finalmente, há 6 anos na Arábia Saudita com 81 anos.
Tão ridículo e grotesco como Idi Amin (mas não tão grande) só o coveiro do Mugabe.

Elvis Presley - 1935/1977

Chipre

Após um golpe pró-helénico ocorrido cerca de um mês antes, a Turquia invade a ilha de Chipre e estabelece na parte norte a República Turca de Chipre do Norte, estado não reconhecido internacionalmente excepto pela própria Turquia.
A divisão da ilha e a declaração de cessar fogo aconteceu há 35 anos, em 1974.

Madonna - 51 anos

The Gold Rush - 84 anos (1925)

Eça de Queirós

A melhor definição que conheço de Eça de Queirós é a de que foi o melhor escritor francês de Portugal. Concordo com ela.
Conheço quase toda a sua obra e, em minha opinião, comparado com Camilo é um escritor menor. Mas não um mau escritor, para que não fiquem dúvidas.
Apesar de Os Maias, prefiro A Relíquia, Contos ou O Mandarim.
Nascido na Póvoa de Varzim, morreu em Paris há 109 anos, em 1900.

T. E. Lawrence

No mesmo ano em que desaparecia o criador da Coca-Cola, nascia outro homem não menos brilhante: T. E. Lawrence.
Ficou na História como
Lawrence da Arábia e ao longo da vida foi arqueólogo, militar, agente secreto, diplomata e escritor.
Desempenhou um importante papel no Médio-oriente durante a Primeira Grande Guerra e ainda junto dos árabes durante a Revolta Árabe de 1916-1918, chegando mesmo a comandar um exército árabe de 10 mil homens.

John Pemberton

Este farmacêutico americano nunca pensou que a mistura que criou, com a intenção de ser um medicamento para venda nas farmácias, se transformasse num império financeiro gigantesco.
Até porque o produto em causa, a Coca-Cola, nem sequer é uma especialidade por aí além. Em minha opinião, qualquer cerveja, sumo natural, vinho (tinto ou branco, bons) ou mesmo água são infinitamente melhores que este ex-remédio despromovido a refrigerante.
Salva-se a sua publicidade, que é excelente.
John Pemberton morreu há 121 anos, em 1888.

António Nobre

É curioso como alguém consegue figurar na galeria dos nossos grandes escritores publicando apenas um livro de poesia, cujas principais características são a lamentação e nostalgia. É o caso de António Nobre, pois a maioria da sua obra teve publicação póstuma.
Escritor da corrente ultra-romântica, morreu com apenas 33 anos. Nasceu há 142 no Porto, em 1867.

Eddie Boyd

O som quente do Blues.

sábado, 15 de agosto de 2009

PECADOS CAPITAIS (28)


5. A GULA

5.4. FOME

"Basta entrar no refeitório de uma escola depois do almoço para ver o nosso desperdício. Há uma diferença chocante entre o nosso esbanjamento e os países pobres, onde pessoas morrem à míngua, desnutridas e desidratadas.
A imoralidade é indiscutível. Nenhum animal come mais do que o necessário ou brinca com a comida, quanto mais o ser humano, consciente da situação do mundo. Em vez de perderem tempo com ideologias perversas, os pedagogos deveriam aproveitar as refeições para formarem ao mais alto nível, pois a mesa sempre foi uma das melhores salas de aulas.
Será este um assunto político? É conhecido o excesso alimentar armazenado no Ocidente, enquanto africanos, por exemplo, secam famintos e sedentos. Será legítimo obrigar os países desenvolvidos a ajudarem os países do terceiro mundo?
Não parece ser uma questão de leis. Contudo, a comunidade internacional deve opor-se aos regimes políticos que, bastas vezes, estão na base da pobreza das nações; por outro lado, o mercado deve abrir-se às economias mais frágeis, sem proteccionismos escandalosos dos mais fortes.
Assuntos como este levam a que se veja claramente que a moral é superior à política, no que respeita à condição humana. Desde sempre houve pobres no mundo e desde sempre houve quem se condoesse da sua sorte. Mesmo que a razão nos diga que o resto dos nossos pratos não salva as crianças que estão agora a morrer de fome, o coração obriga-nos a repensar a dose.
Os argumentos racionais nada valem quando falta este sentimento, que deve ser incutido o quanto antes em toda a pessoa humana. O ideal é pôr cada um a ter vergonha de atolar carrinhos de hipermercado e dar festas com mais de uma sobremesa, mesmo que a fome termine.
" - Mário Cabral in Diário Insular