A nossa Jacinta.
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Debates Legislativas 2009 (2)
O trabalho e umas noitadas para mais um exame têm-me afastado dos debates em directo e deste blog. Por isso, hoje após mais esta prova consegui sentar-me dar uma volta pelos blogs que vou seguindo e assistir na net ao debate de ontem entre Portas/Louçã.No fim veio-me à memória este post do meu amigo do blog Café e Bolos onde ele fala do livro Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus.
Algumas das propostas do BE, como as que Louçã referiu para as pequenas empresas, por exemplo, levam-me a pensar que são de Plutão, tal é a distância que revela estarem do mundo real e duro do trabalho.
Hoje não vou perder o debate Sócrates/Ferreira Leite. Não porque que esteja indeciso sobre dar ou não o meu voto aos respectivos partidos, que não vou dar, mas porque é a primeira vez que vou ter oportunidade de os ver debater frente a frente. Espero que dêem o nosso tempo por bem empregue.
PECADOS CAPITAIS (32)
6. A IRA6.1. A IRA EM SI
"A expressão “perder a cabeça” diz tudo: a ira é este sentimento irracional avassalador que passa por cima do raciocínio e da linguagem, transformando o homem civilizado na besta que habitou nas cavernas. A pessoa fica cega e surda, urra, baba-se. Sente o sangue ferver nas têmporas.
Não se deve confundi-la com o ódio; por um lado, ela é pior do que o ódio mas, por outro, é melhor: a ira é intempestiva, passageira, selvagem – o ódio não é alheio à razão e conhece requintes elaboradíssimos e, pois, perversos. O ódio relaciona-se com a vingança e “a vingança serve-se fria”. Pior do que “perder a cabeça” é “perder o coração”, o que acontece à pessoa que odeia.
Parece evidente que o ser racional não deve deixar-se tomar pelos seus instintos mais execrandos, como este que embacia o espelho lógico até nada se ver nele com clareza e distinção. Logo, a ira é claramente um defeito.
Porém, os filósofos modernos permitiram a ira, ao elogiarem as forças inconscientes como determinantes da natureza humana. Ora, “perder a cabeça” sem querer já é mau; mas “querer perder a cabeça” é medonho. O alicerce da cultura moderna é a violência.
Basta ler os clássicos – a começar na “Medeia” e nas “Bacantes” – para saber que desde sempre se conheceu o lago obscuro das paixões que restam em nós. Platão oferece-nos a inesquecível metáfora do cavalo branco e do cavalo negro. Uma das grandes diferenças entre um clássico e um moderno é que aquele assume que a razão deve controlar os desejos e este inverte a ordem do domínio.
A nossa época abriu a torneira do desejo a pensar que de lá sairia água pura. Terrível ingenuidade. Água pura só vem de cima, do espírito, que é um degrau ainda mais alto que a razão." - Mário Cabral in Diário Insular
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Acesso dos estrangeiros à tarifa de residente
Uma boa iniciativa do PCP. Mas, pelo sim pelo não, vou manter a petição na coluna direita do blog.quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
PECADOS CAPITAIS (31)
5. A GULA5.7. JEJUM E BODO
"Quase todas as grandes religiões instituíram o jejum. Juntas, as pessoas de fé continuam a ser a maior parte da Humanidade, pelo que se pode concluir que o jejum é uma prática normal do ser humano.
Há que distinguir “jejum” de “abstinência”. O jejum é a abstinência total de comida e bebida (com excepção de água), enquanto a abstinência respeita apenas alguns alimentos, por serem ou pesados ou caros.
São várias as razões para jejuar: médicas, desportivas, políticas, morais, etc. Mas é comum associar-se a palavra à religião, apontando, deste modo, para o motivo mais nobre e elevado, que consiste em lembrar que o que está dentro do coração é maior do que o que está dentro do estômago.
Por outras palavras, o jejum religioso visa evocar o destino próprio do ser humano, que continua a sentir que tem uma natureza que ultrapassa a carnal. Mesmo quando é marcado pela crença no Além, o jejum permanece vinculado à melhor organização social neste mundo; por exemplo, Gandhi jejuou em solidariedade com aqueles que passavam fome, e os católicos devem converter a poupança do seu jejum em esmolas.
Por tudo isto, “dieta” e “jejum” não podem ser mais opostos, embora pareçam idênticos. A primeira só se interessa com a saúde do corpo próprio ou, ainda pior, com a estética, sempre subjectiva. Paradoxalmente, a dieta, que tem fundo materialista, acaba por abominar o prazer da comida e a culinária como arte.
Ao contrário, as receitas conventuais são famosas, assim como os vinhos e as cervejas. E o Céu é descrito, no Evangelho, como um banquete, ideia ritualizada no bodo do Espírito-Santo, que é a festa fundamental da cultura açoriana.
Comer é uma festa; não comer é especificar que tipo de festa." - Mário Cabral in Diário Insular
Subscrever:
Mensagens (Atom)

