quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Laicismo vs Estupidez (1)

A recente notícia sobre a polémica dos crucifixos em Itália deu oportunidade a uma associação designada de República e Laicidade de defender algo semelhante no nosso país.
Não sou religioso, não frequento missas e a minha relação coma a Igreja Católica é nenhuma, mas não posso deixar de classificar este histerismo com os símbolos religiosos uma completa estupidez.
É tão estúpido como é obrigar as nossas jornalistas a andarem de cabeça coberta nos países muçulmanos ou como seria proibir a senhora que circula em Angra com uma indumentária tipo burqa (não sei se este é o nome correcto para o que usa) de ter os filhos a estudar na escola católica existente na ilha.
Já agora porque não proibir as procissões ou as coroações em espaços públicos como as ruas das nossas cidades e freguesias?
(foto tirada daqui)

Camorra Lusitana (4)



Os intocáveis

"O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.
" - Mário Crespo in Jornal de Notícias

Mostar Sevdah Reunion

Volto hoje a este grupo bósnio a propósito da homenagem que foi feita a Bill Clinton no Kosovo. O papel do ex-presidente dos EUA em todo o conflito nos Balcãs foi determinante. Enquanto a Europa assistia impávida às maiores atrocidades pós 2ª Grande Guerra, Clinton tomou decisões. Pior que decidar mal é não decidir coisa alguma.

Uma questão de confiança (2)

A propósito do post do dia 1, pode ser já hoje que passamos a ter a Euribor a 3 e a 6 meses abaixo de 1,000% (a Euribor a 6 meses fechou ontem a 1,001%). Esperemos pelo fim da manhã.

domingo, 1 de novembro de 2009

PECADOS CAPITAIS (39)

7. ORGULHO

7.1. O ORGULHO EM SI

"O orgulho é o desconhecimento total do amor. Amar é humilhar-se, com alegria. Mas o orgulhoso confunde tudo e pensa que é ser humilhado. Ele vê trevas onde só há luz. Exclama: «Eu sou mais Eu». «Non serviam» é a divisa de Lúcifer, que significa: «Não sirvo!». Com efeito, o Demónio não serve para nada.
O orgulho é, ainda, o pior dos defeitos porque se satisfaz consigo próprio. O preguiçoso lamenta a sua falta de vontade, o irado põe as mãos à cabeça depois da fúria; e assim por diante com os outros defeitos. Mas o soberbo levanta o queixo mesmo quando vê claramente visto que não tem razão. É teimoso. Prefere morrer a torcer.
O orgulho é soberba, soberba é vaidade, vaidade é tolice, lebre que pensa que nunca será ultrapassada pela tartaruga. A vaidade é ignorância porque não puxa por si, não avança, enrola-se sobre si mesma. O orgulho é autismo. O orgulho é escuro como o breu.
Está na moda falar de “amor-próprio” e de “auto-estima” e quejandos. Perversidades. Quem chegou à conclusão de que não vale nada quase sempre foi mal amado e precisa é que o abracem. Aconselhar alguém neste estado de alma a ver-se ao espelho como a madrasta da Branca de Neve é ciência de feira da ladra. Temos que ensinar as pessoas é a vir cá para fora, onde há a festa de roda. Dentro de nós é que começa o medo.
O orgulho é o início da loucura. A soberba é a ausência do princípio de realidade. Se todo o mundo seguisse o exemplo dos orgulhosos, os animais não acasalavam, as fêmeas não criavam os seus rebentos, as abelhas não polinizavam as flores e por aí fora. Em vez do tecido bem urdido que é a Natureza, teríamos átomos soltos a rebentar, de estéreis.
O orgulho é o pai da Morte.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Uma questão de confiança (1)

Para quem ainda não reparou a Euribor a 6 meses está a 0,004% da taxa de referência do BE (ver quadro e gráficos na coluna lateral), pelo que é bem provável esta semana caia até àquele valor.
Tratando-se a Euribor de uma média das taxas que os bancos praticam entre si, e olhando a maneira como tem caído e se arrasta no fundo do buraco (porque agora sim, a economia bateu no fundo), parece que é a própria banca a não ter muita confiança em si própria.
O comportamento destas taxas revela que a procura de dinheiro entre bancos não é muito grande, o que não admira já que a vontade de conceder crédito não é maior. Há já mesmo quem afirme que os problemas de liquidez dos bancos são tretas, preferindo ter o capital a render juros às vezes a metade da taxa que pagam onde o foram buscar.
Com uma tamanha demonstração de confiança entre bancos ainda querem que o comum cidadão confie?

Aumentos de impostos já aí estão

Era inevitável e estou convencido que o novo Código Contributivo da Segurança Social é apenas o começo.
Por mais voltas que se dê ao texto, se se prevê um impacto positivo de 80 milhões em 2010 e de 170 milhões por ano quando o sistema estiver estabilizado, o que aí vem é um aumento dos custos de mão-de-obra, que ao nível de contribuições para a Segurança Social são um roubo e serão incomportáveis a curto prazo.
Se alguém pensava que o desemprego era uma prioridade do Governo, desengane-se pois este novo CCSS prova o contrário.

Camorra Lusitana (1)

Creio que também ninguém se espanta pelo facto das câmaras municipais serem muitas vezes mais um dos tentáculos da máfia instalada no aparelho do Estado, penetrando em todos os partidos.
Para além do caso do Porto agora noticiado, muitos ainda se lembrarão dos casos da Guarda, de Felgueiras, de Cascais, de Oeiras, da Nazaré, da Lourinhã, de Celorico da Beira, de Baião, de Vagos, de Valença, de S. Cruz (Madeira), de Marco de Canavezes, de Vila Verde, de Vila Viçosa, do Montijo, da Marinha Grande e de Setubal, só para citar alguns.
Mesmo entre nós as coisas não são completamente claras. Estou convencido que se algumas figuras algum dia tivessem de justificar o património que ostentam, apenas com o que ganharam nas câmaras por onde se arrastaram anos a fio, teriam muito que contar.

Camorra Lusitana

O que tem vindo a público da operação Face Oculta não foi uma grande surpresa para a maioria dos portugueses.
A prova é o que de tão pouco tem sido comentado na generalidade dos blogs. Todos temos a noção que existe uma máfia instalada no Estado e nas empresas públicas, que prospera à conta do orçamento para o qual contribuímos.
Também ninguém ficará muito surpreendido se o único condenado for o Manuel Godinho, se for.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mike Stern

Outro grande guitarrista, aqui a acompanhar os excelentes The Brecker Brothers.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mike Nock

O pianista Mike Nock acompanhando Sheila Jordan num tributo à eterna diva Billie Holiday.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

IRS

Aproxima-se o fim do ano. É portanto altura de ir pondo em ordem todos os documentos que acompanharão a declaração de IRS.
Sejamos cumpridores e bons cidadãos, ou seja, pagar impostos sim, mas no valor mínimo que nos for possível. Já basta ter de trabalhar 139 dias por ano que vão direitinhos em impostos para o Estado. Em 2009 foi até ao dia 19 de Maio a trabalhar para aquecer.

Porque será?

"A confiança dos empresários alemães subiu em Outubro para o valor mais alto dos últimos 13 meses, segundo o Instituto Ifo. Um resultado que sugere que o 'motor' da economia europeia está a sair da actual crise económica." - in Público

Empresas açorianas acusam malparado “histórico”

"O crédito malparado entre as empresas açorianas alcançou os 3,2 por cento em Agosto, um dos valores mais elevados dos últimos anos, revela o Banco de Portugal, que confirma assim as dificuldades que atravessam os empresários locais." - in AO
Quem contraria a afirmação de que as empresas açoreanas já estão com liquidez não sou eu, é o Banco de Portugal.

Novo presidente da AMRAA

Aparentemente os votos dos praienses no contexto Açores não valem tanto como se poderia pensar. O novo presidente da AMRAA será João Ponte e não Roberto Monteiro. O que terá falhado para não haver a unanimidade dos 11 presidentes de câmara do PS exigida pelo presidente da CMPV? Será que a tradição ainda é o que era?
Conheço ambos e não tenho uma preferência especial por qualquer um dos dois, pois a AMRAA não me diz nada sendo, em minha opinião, tão pouco útil quanto as câmaras que a constituem. Mas não pude evitar a dúvida.

A fotografia de Portugal tirada por Bruxelas

"Um relatório da Comissão Europeia arrasa com o caminho escolhido pelo Governo para combater o desemprego. No documento lê-se que a rigidez das leis do trabalho em Portugal pode tornar ineficazes as medidas adoptadas. O número de desempregados portugueses já ultrapassa os 510 mil." - in Notícias SIC
Só há uma maneira de combater o desemprego: com empresas.

Michael Brecker

Michael Brecker dos excelentes The Brecker Brothers, aqui a solo.

sábado, 24 de outubro de 2009

Merkel anuncia redução de impostos a partir de 1 de Janeiro

"O novo Governo alemão reduzirá os impostos a partir de 1 Janeiro em benefício das empresas e das famílias, anunciou hoje a chanceler Angela Merkel, ao apresentar o programa acordado com os seus aliados liberais." - in Notícias SIC
Por cá o aumento é apenas uma questão de tempo.

PECADOS CAPITAIS (38)

6. A IRA

6.7. PACIÊNCIA

"A virtude correspondente ao pecado da ira é a paciência e a “paciência” é a ciência da paz.
Quem está com a razão não precisa de gritar e esbracejar, nem carece de usar palavras ou de se mexer para além do necessário. Basta esperar que passe a tormenta.
É fácil de compreender. A vida ensina que tal prática alcança a justiça. Porém, é dos comportamentos mais difíceis de praticar.
Por quê?
Em grande parte, a ira está ligada ao egocentrismo. Temos o rei na barriga, viciamo-nos no “Eu” particular, colocado no centro do mundo: em vez de reconhecermos que “estamos com a razão”, pensamos que “temos razão”.
Só uma pessoa assaz superior é capaz de se “des-centrar”. O tempo traz a prova. Nem os mais irascíveis se dão ao trabalho de brigar, passados anos sobre o motivo que os fez perder a cabeça.
À distância, é nítido que a fúria nos aproxima da inconsciência das bestas, que não são capazes de perspectivar para além da sua circunstância.
Por outro lado, a ira revela falta de esperança e, pois, medo. Tem medo quem não “com-fia”. Pensa ser único; logo, acarta com todas as responsabilidades. O egoísta tem uma carga injusta sobre os ombros; terá menos ataques do coração quando compreender que há mais mundo para além do seu corpo.
A esperança abre a paisagem até ao infinito. Tudo o que é humano fica pequeníssimo quando visto das estrelas, até a morte. Um astronauta que olhe para a Terra não compreenderá a guerra. A esperança reconhece a harmonia pré-estabelecida de tudo com tudo. É o contrário do egocentrismo. Por isso, quem tem esperança é leve, sorri, sabe que não tem grande importância no contexto… não perde a cabeça, não fala alto, não esbraceja.
À distância, o irado inveja o paciente.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Micatone

Só tenho este CD deste grupo, mas têm mais e sempre com uma excelente voz feminina.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Auto estima

Entre a notícia de que já temos Governo e a dos 5-0 do Benfica ao Everton, eu e estou convencido que a maioria dos portugueses, preferimos a segunda pelo bem que nos fez.
Será que é desta que o país vai mudar e deixar de se arrastar pela terceira divisão da UE?
É que quando o Benfica está bem, o pais está bem. Quem o diz é Camacho e o Figo, não sou eu, e eles lá sabem porquê.

Terminal de Cruzeiros em Angra do Heroísmo

McCoy Tyner

Quem quiser ser pianista que veja e ouça. Aprenderá alguma coisa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

XVIII Governo

Já há Governo. Nada de novo ou promissor a assinalar a não ser o seu tamanho exagerado, em minha opinião.
Apenas duas notas: a passagem da actual Directora Regional da Cultura, Maria Canavilhas, para o Ministério da Cultura e a nomeação para a Defesa de Augusto Santo Silva (o Rottweiler de serviço do PS).

O Colégio Militar

Como já comentei em post anterior, continuo a achar o aproveitamento do BE de toda a polémica que tem havido ultimamente com o Colégio Militar completamente descabido.
As declarações que o Fernando Rosas e a Ana Drago têm debitado para as rádios e televisões são de um descaramento que só mesmo o BE para as produzir.
O CM é uma grande instituição e nem um nem outro alguma vez teriam estatura para por lá passarem. Mantenho, por isso, o mesmo conselho do meu post de Fevereiro.

O Caim de Saramago

Do que li de Saramago, gostei. Dele, não o conhecendo pessoalmente, devo dizer que não aprecio muito a imagem que transmite publicamente.
Quanto às suas posições, embora discorde de muitas delas, prefiro que tenhamos um escritor que seja um livre pensador e que possa livremente expressar as suas ideias, pois é o que quero também para mim no meu país.
São, em minha opinião, valores muito maiores que qualquer religião.

Maynard Ferguson

Alguém disse: You wana play high? Watch Manyard you'll learn something.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sócrates 1986

Hehehehehe....

1ª Mostra Erótica-Paródica das Caldas da Rainha

"Centenas de falos e manifestações artísticas inspiradas nas 'malandrices' das caldas estão a ser criados em Caldas da Rainha onde, quinta-feira, arranca a primeira Mostra Erótica-Paródica organizada pela Confraria do Príapo. " - in Notícias SIC
Numa altura em que na cidade de Malhoa e das figuras de Bordalo a crise, e também alguma falta de humor e novo-riquismo que nos tem invadido, está a matar uma tradição importante para a economia daquela região, esta é uma iniciativa que convida a uma visita.
É uma boa oportunidade para ver a riqueza da variedade de formas e cores que sempre caracterizou as faianças das Caldas.

Mário Laginha

Bom jazz de produção nacional.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ladrão que rouba ladrão...

"Várias pessoas da família Vale e Azevedo poderão estar envolvidas numa burla que visou vários bancos portugueses." - in Notícias SIC
A falta de consideração que a banca demonstra em relação aos clientes que ganham a vida simplesmente trabalhando, talvez se deva a terem poucos bons clientes como Vale e Azevedo.

Mário Adnet

Bom jazz produzido no Brasil.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Alguns bancos continuam a defender que as operações de multibanco deveriam ser pagas

Depois de ler este post e o artigo nele comentado lembrei-me que seria interessante os utilizadores organizarem-se e exigirem aos bancos o pagamento de uma taxa por cada operação em ATM's, pelo contributo que dão para os seus lucros milionários.
Não será difícil fazer contas ao dinheiro que deixaram de gastar em energia, papel e mão-de-obra, para além do que ganham em anuidades e outras taxas.
(foto tirada daqui)

Marilyn Mazur & Jan Garbarek

Uma dupla singular de uma dinamarquesa percussionista e um norueguês saxofonista.

domingo, 18 de outubro de 2009

Mahmoud Fadl

A música é de Mahmoud Fadl, a bailarina é a húngara Mercedes Nieto e o espectáculo realizou-se no Merlin International Theatre, em Budapeste, Hungria, em 1 de Junho de 2008.
Num daqueles países islâmicos onde a esquizofrenia governa, o que fariam depois de o ver (se fosse possível fazer um espectáculos destes por lá, obviamente)? Apedrejavam a bailarina?

sábado, 17 de outubro de 2009

Fechei o Tasco. Vou-me embora. (1)

Uma notícia de primeira página do expresso desta semana traduz em números aquilo que todos já sabíamos: emigram para o estrangeiro uma centena de licenciados por mês.
Li a notícia com curiosidade, mas sem surpresa, depois de ter recebido outra da partida de mais um amigo para Angola.
O motivo da partida é o de sempre: fechou a pequena empresa que tinha antes de se ver numa situação insustentável.
E não vendia chouriços ou banha da cobra. Vendia serviços de engenharia, que têm por base altas qualificações e muitos anos de dedicação e sacrifícios. Do próprio, da família e, em última análise, do país, que investe na formação de quadros que depois despreza.
Por isso, qualquer discurso sobre retomas e de apelos ao empreendedorismo só pode vir de quem nada sabe sobre o assunto. A crise internacional pode estar a passar, mas a doméstica é muito mais profunda e não vai desaparecer com discursos de optimismo.

Uma questão de confiança

O nosso vice-presidente vive noutra região decerto. No ano passado afirmava que a crise iria ser benéfica para a região. Ontem na Praia da Vitória afirmou que as empresas já têm liquidez e que apenas falta confiança.
Quanto à liquidez, os prazos de cobranças desmentem-no, pois continuam tão maus como sempre e as medidas de apoio às empresas de que tanto fala foram boas essencialmente para a banca. Não acredito, por isso, que quem tinha problemas de tesouraria de há um ano e meio para cá já não os tenha.
No que toca à confiança, acho que quem tem empresas e ainda não as fechou continua a ter confiança em si próprio e na capacidade das suas empresas. O que falta e não é fácil criar/recuperar é confiança na banca, no fisco e na Segurança Social, os verdadeiros coveiros do país.
Tenho há muito uma curiosidade que tenho a certeza nunca será satisfeita: qual seria o discurso do nosso vice-presidente se alguma vez tivesse de gerir a tesouraria de uma pequena empresa privada?

PECADOS CAPITAIS (37)

6. A IRA

6.6. ARTE VIOLENTA

"A maioria da arte contemporânea está viciada na violência. O processo começou no séc. XIX e é autofágico, pelo que é lógico esperar, mais cedo ou mais tarde, por uma inversão de marcha.
Os artistas decidiram afirmar a arte pela arte, separando-se da cultura e da Tradição. Toda a cultura saudável identifica o Belo com o Bem e com o Justo. A Tradição sempre irmanou a obra de arte com a excelência técnica dentro dum determinado campo de actividade humana.
Mas os artistas caíram numa espécie de tentação adâmica e revoltaram-se contra este estatuto comunitário. Enjeitaram os cânones, entendidos como obstáculos à capacidade individual. Entenderam a originalidade como acto individual exclusivo, o que é descarada mentira.
Tornaram-se, pouco a pouco, espíritos de contradição. Deleitaram-se em desfazer as convicções do bom-senso, indo ao paroxismo de negar a obra bem feita, bela e tendente à eternidade.
O mal feito tornou-se moda. Nas escolas de Belas-Artes, ridiculariza-se quem tem jeitinho para o desenho. A mensagem está proibida; ou, quando presente, deve atacar os preceitos morais vigentes.
Ser criativo passou a significar ser destrutivo. Não vale apontar a indecência evidente desta prática, pois logo dirão os sábios da escritura que o artista é um rebelde na sua essência.
Mas vale apontar a contradição: já é possível afirmar que, com base nestes pressupostos, o artista de vanguarda será… conservador, revivalista, construtor técnico exímio, obediente a formas definidas e explicadas previamente.
Há grande infantilidade nesta arte: infantis os artistas que fazem o mal sem se darem conta, tolos os artistas que ficam sem critério de avaliação, permitindo o relativismo do vale tudo.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Mahavishnu Orchestra

Diferente. Muito bom.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Mais pobres e mais gordos

A Rede Europeia Anti-Pobreza diz que temos 18% de pobres, mas eu acho que o número peca por defeito.
Contrastando com aquele número, estamos a criar uma geração de gordos, na qual os Açores se destacam pela negativa.

Reforma Fiscal

Foi o Governo que encomendou o estudo. Mas afinal não era para o Governo, era para o país. O Governo vai continuar agarrado à teta como até aqui.

Madeleine Peyroux

Outra grande voz feminina.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Louis Prima

The Best, segundo Mad Dog (Robert De Niro) no divertido filme Mad Dog and Glory, de 1993, onde contracena com, entre outros, David Caruso (estrela do CSI Miami).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Louis Armstrong

Não sendo talvez o melhor dos temas que interpretava, é certamente o mais conhecido.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A Universidade de Coimbra

"A Universidade de Coimbra (UC) subiu, este ano, 21 posições no ranking das melhores instituições de ensino superior do mundo, publicado pelo The Times. Pelo quarto ano consecutivo, a UC é a universidade portuguesa mais bem cotada e a única entre as 400 melhores." in SOL
Congratulo-me com o reconhecimento da Universidade que, acreditando nas minhas capacidades, aceitou fosse seu aluno.

Lionel Hampton

Brilhante vibrafonista e baterista.

domingo, 11 de outubro de 2009

Autárquicas 2009 (11)

Numa primeira reacção à vitória do PS em Angra poderia ser tentado a dizer que, afinal, a maioria dos angrenses está satisfeita com a cidade e o concelho que têm.
Olhando para os números, concluo que a maioria não está, não obstante a vitória do PS, que terá de governar em minoria, uma vez que o PSD e o CDS na oposição têm em conjunto mais votos e mandatos que o PS.
Parece-me, por isso, que se a oposição souber estar à altura a presidente re-eleita terá um mandato muito menos confortável que o anterior.

Segurança e Saúde no Trabalho

Que ninguém leva a sério a Segurança e Saúde no trabalho é algo que para mim não é grande novidade. Basta para tal ver a quantidade de artistas e jeitosos que no mercado vendem gato por lebre, seja em serviços nesta área seja mesmo em Coordenação de Segurança em Obra.
Para tal concorre a ignorância daqueles artistas e jeitosos e dos agentes do Estado enquanto seus representantes no papel de Dono-de-obra.
E se mais provas faltassem em relação a este desprezo sobre estas matérias, temos uma enorme asneira do Governo aquando da publicação do novo Código do Trabalho, que vai ter resultados que qualquer leigo conseguiria prever, mesmo sem perceber grande coisa sobre jurisprudência.
Não é só no estrangeiro que estas actividades implicam responsabilidade civil e criminal. Traduzindo: podem dar cadeia. Cá também. Mas por algum motivo isso não assusta seja quem for.

Lester Young

Estes clássicos são intemporais.

sábado, 10 de outubro de 2009

Revelado esboço de Niemeyer para museu de Ponta Delgada

A megalomania tomou conta de Berta Cabral. Como estão anunciados dois museus para S. Miguel e como César não gosta de lhe ficar atrás, fico curioso de saber o nome do arquitecto escolhido por este.

PECADOS CAPITAIS (36)

6. A IRA

6.5. JORNALISMO

"Ensinam nas escolas de jornalismo que não há notícias objectivas. É mais uma variante do cepticismo contemporâneo. Está errado e é ensinamento relativista de grande perigo. As consequências devastadoras já estão à vista.
O princípio subjacente a esta suposta verdade é um paradoxo: o jornalista que assume que nenhuma notícia é objectiva é um mentiroso declarado e não pode querer que o levem a sério, pois a notícia que ele dá é apenas mais um ponto de vista sobre a realidade que, pelos vistos, segundo ele, ninguém sabe o que seja.
Mesmo não sendo um paradoxo, este pressuposto teórico continua a ser falacioso. É do senso comum que as pessoas entendem-se mais vezes sobre a realidade do que o contrário, mesmo que esta realidade tenha a ver com sentimentos e sensações.
Exemplificando: a afirmação «o carro vermelho teve um acidente» é passível de entendimento universal. Quem disser que a cor é subjectiva está a ser relativista. Todos sabem que as cores que o ser humano percepciona derivam do modo como a luz afecta os nossos nervos oculares. Todos sabem que o daltónico que vê castanho em vez de vermelho é a excepção. Se o carro não é, na realidade, vermelho, então não existe – pois pode afirmar-se que é um aglomerado de átomos, electrões, protões, quanta… mais vazio do que cheio.
Mesmo quando se diz: «O vermelho é uma cor estimulante e não deve pintar-se uma enfermaria desta cor», o comum das pessoas concorda. A moda de que os juízos de valor são subjectivos é preguiça. Mesmo que fossem, poderíamos sempre argumentar acerca de qual a opinião mais consequente.
O jornalista deverá procurar sempre a verdade dos factos e, se quiser interpretá-los, deverá apresentar argumentos plausíveis.
" - Mário Cabral in Diário Insular

Hummer ou 蜂鳥 (1)

O contrato da venda que foi noticiada em Junho, de acordo com a CNN acaba de ser assinado entre a GM e a Sichuan Tengzhong.
Fica agora a dúvida se passará a ser construído com a qualidade do Landwind (ver crash tests aqui e aqui).

Autárquicas 2009 (10)

Por estar ausente da minha ilha só hoje à noite, sexta-feira, pude ouvir e ver as gravações dos debates da RDP e da RTP com os candidatos à CMAH.
Primeira impressão: os candidatos do BE e da CDU, estão completamente deslocados.
Quanto aos restantes, Andreia Cardoso esteve melhor na televisão que na rádio. Pontos altos da candidata: nunca ter dito de forma explícita se não concorda com a concentração da frota da Sata em PDL (no debate da rádio) e continuar a negar os problemas com a água no concelho (na tv). Continua a insistir que havendo duas redes distintas para o abastecimento humano e para a lavoura, respectivamente, quando falta água nesta última, isso não afecta a primeira. É óbvio para toda a gente, excepto para a actual presidente, que quando a lavoura não tem água na rede do IROA vai buscá-la à rede municipal, como eu iria se criasse gado.
Quanto aos outros dois candidatos, Ventura continua desajeitado e com muita dificuldade em expressar-se, mas revela trabalho, muito trabalho. Veremos se o esforço se traduz em votos.
Artur Lima esteve aquém do que costumam ser as suas prestações em debates e provavelmente perdeu mais votos dos que ganhou. Apesar disso foi o único a falar das finanças do município, assunto importante em minha opinião, já que é do conhecimento geral o buraco financeiro em que Sérgio Ávila deixou a CMAH (veremos daqui a 4 anos se a CMPV não estará a mergulhar num do género).
Quer Andreia Cardoso, quer Artur Lima revelaram, em minha opinião, algum menosprezo pela candidatura de Ventura, atitude que poderá sair-lhes cara.
Irei voltar a tempo de votar, o que, obviamente, irei fazer.
Apenas com uma certeza: sei em quem não vou votar.

Laurindo Almeida

Um grande guitarrista brasileiro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

"Bancos devem um pedido de desculpas ao mundo"

Quem o afirma é o presidente do HSBC - Hong Kong and Shanghai Banking Corporation. Atendendo a que, mesmo com a actual crise, os cinco maiores bancos portugueses tiveram no primeiro semestre de 2009 lucros da ordem dos 1,2 milhões de euros por dia, acho que os portugueses merecem.
Pessoalmente espero, sinceramente, que o meu banco o faça. Vou continuar à espera, pelo menos até mudar de banco. Não que acredite que haja outros melhores. Simplesmente deixei de confiar no meu.

Keith Jarrett

Outro pianista que dispensa apresentações ou comentários.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Portugal generoso com os imigrantes

Uma dessas "generosidades" é a facilidade com que obtêm um NIF e um número de contribuinte da Segurança Social, sem que lhes perguntem seja o que for sobre a sua condição de imigrantes. É o Estado a assumir-se como mais um elo na enorme cadeia de exploração de pessoas que, em muitos casos, além de não custarem um cêntimo ainda são contribuintes líquidos do Orçamento.

Já somos os últimos

Voltámos a ocupar o lugar que normalmente tem sido nosso, o último, por isso não estranhamos.

Joshua Redman

Mais um grande saxofone da actualidade.

5 de Outubro

Hoje comemoram-se dois 5 de Outubro completamente diferentes separados por 767 anos.
O primeiro comemora o Tratado de Zamora e marca a fundação da nossa nacionalidade. É por isso um dia de todos os portugueses e não apenas dos monárquicos.
O segundo, motivo de hoje ser feriado nacional, comemora a implantação da República. É natural que os monárquicos não o comemorem. Pessoalmente, prefiro a República, mas numa coisa concordo com os monárquicos: quando estamos quase a comemorar o 1º centenário da nossa jovem república, não haveria gesto mais magnânimo que referendá-la e acabar de vez com esta divisão entre portugueses.
Como me sinto herdeiro das duas datas, acho que ambas devem ser comemoradas.

domingo, 4 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

PECADOS CAPITAIS (35)

6. A IRA

6.4. REBELDIA

"Os jovens franceses deram o pontapé de saída, incendiando as cidades. Já o tinham feito em 68, talvez por motivos diversos. Depois, foi a Grécia. Entretanto, os “hooligans”, de tão perigosos, não entram em alguns países. Os neo-nazis não estão confinados à Alemanha. A televisão portuguesa já mostra casos extremos de violência nas escolas nacionais, onde é diária.
Somos agressivos, a não ser que dominemos, a muito custo, este instinto, com a razão, que promove a lei. A diferença entre a nossa época e as anteriores, é que nunca se atribuiu poder à juventude, nem se fez o elogio suicidário da rebeldia. A serenidade espiritual vem com a idade, quando vem. A custo se encontra um jovem sensato.
Acresce a tudo isto que, antes, se convertia o “sangue na guelra” dos mais novos em vantagem social: cumpriam serviço militar obrigatório, casavam cedo e tinham emprego. Desejavam ser adultos o quanto antes, ao contrário de hoje, em que são os velhos a querer ser “forever young”.
Há cinismo aqui. Os jovens notam: obrigam-nos a estudar, mesmo quando querem trabalhar. Evidência: o ensino obrigatório não os está a transformar em pessoas mais cultas. Eles sabem que não há empregos para eles e que têm de viver da mesada dos pais até para além dos trintas; aos trintas quase que se era avô, outrora.
Ao contrário do que apregoa, a nossa cultura está radicalmente contra a natureza. É, em si, uma cultura de crianças tolas, mas que vence sobre o vazio deixado pelo abandono da Tradição.
Nenhuma espécie se mantém quando os elementos mais novos não acatam com respeito o poder dos velhos. Estes, sem força física, só têm o poder social para combater a barbárie; sem ele, acabarão mortos… e legalmente.
" - Mário Cabral in Diário Insular

11º Angra Jazz

Começou ontem com um excelente cartaz, como é hábito.

John Surman

Um som diferente.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SOS Cagarro

Em Dia Mundial da Música começa mais uma Campanha SOS Cagarro. Os motivos pelos quais a devemos levar a sério já os expus aqui.
Por isso, caros concidadãos, arranjem lá uma caixa de cartão para andar no carro e passem a conduzir um pouco mais atentos às bermas das estradas.
Cada cagarro atropelado é insubstituível, já que cada casal só tem uma cria.
Cada cagarro salvo e libertado no dia seguinte tranformar-vos-á em pessoas melhores. Garanto-vos.

John Mayall

Mais um grande senhor dos blues.