
Ninguém pode criticar a opção de um jovem por um emprego em detrimento de empreender e tentar criar e manter o seu próprio posto de trabalho. Revela aliás muito bom-senso, em minha opinião, atendendo à região e ao país onde vivem. Mais bom-senso ainda revelam os que partem para longe. Normalmente os melhores.
A região e o país querem empreendedores? Pois bem, criem condições fiscais e legais para isso. Emagreçam.
Criar uma empresa é muito fácil. Faz-se em pouca horas. Mantê-la aberta é que é o problema, pelos motivos que já aqui expus em 11 posts.
Quanto ao empreendedorismo nas escolas, fico com a curiosidade de saber em quem estão a pensar para leccionar. Esta medida parece-me inspirada no que se faz em algumas escolas do EUA. Há, no entanto, uma diferença cultural entre nós e aquele país que é inultrapassável e que parece estar esquecida: lá valoriza-se que tem o seu próprio negócio, cá valoriza-se quem consegue empregar-se no Estado.
Se estes jovens socialistas não entendem isto, sugiro-lhes que empreendam. Talvez depois de alguma dose de realidade possamos falar a mesma linguagem.
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