"Nos dias que correm até a extrema-esquerda é defensora incondicional do keynesianismo na sua expressão mais elementar, um dia destes ainda alguém se lembra de considerar John Maynard Keynes um dos maiores marxistas deste século e não me admiraria nada que o Avante venha a publicar a sua obra ao lado das Obras Completas de Lenine. Só que o nosso défice nada tem que ver com o defendido pelo economista britânico, nós não temos um défice para combater uma situação de crise, nós temos um défice permanente e quando não aumenta para combater a crise, aumenta por causa da crise que ele próprio gera." - o resto do post pode ser lido no insuspeito O Jumentosábado, 9 de janeiro de 2010
Mais défice? Não, obrigado.
"Nos dias que correm até a extrema-esquerda é defensora incondicional do keynesianismo na sua expressão mais elementar, um dia destes ainda alguém se lembra de considerar John Maynard Keynes um dos maiores marxistas deste século e não me admiraria nada que o Avante venha a publicar a sua obra ao lado das Obras Completas de Lenine. Só que o nosso défice nada tem que ver com o defendido pelo economista britânico, nós não temos um défice para combater uma situação de crise, nós temos um défice permanente e quando não aumenta para combater a crise, aumenta por causa da crise que ele próprio gera." - o resto do post pode ser lido no insuspeito O JumentoNo Pants Subway Ride 2009
Parece que vai haver uma em Lisboa no Domingo. É pena não existirem já os túneis entre as ilhas do triângulo...podia chamar-se "No Pants Tunnels of the Triangle".
O que seria deles...(1)
"A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues é a nova presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), confirmou à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro." - in Notícias SICAh, o bom e o velho Estado...
E ainda há quem pense em salvar o país deste Estado, e o Estado deste governo. Invejosos!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Voltemos aos assuntos mais difíceis
Agora que o casamento entre pessoas do mesmo sexo está resolvido e que os professores se entenderam com a Ministra da Educação, está na altura de deixarmos de andar distraídos com estes assuntos (que são sérios) e passarmos aos mais difíceis e emergentes (que são ainda mais sérios): orçamento, economia, deficit público, dívida externa, desemprego, educação, justiça, etc..Apoiar as empresas
"Com o desemprego a atingir níveis pouco habituais para economia portuguesa não há quem não fale da necessidade de criação de emprego, do Presidente ao governo, passando pelos políticos da oposição, todos chegam a essa brilhante conclusão, na linguagem presidencial até se tornou uma “preocupação”. Mas no dia seguinte, todos esquecem o emprego e voltam ao populismo anti-empresa, até parece que são as autarquias, o governo e a Presidência da República vão arranjar emprego aos que a crise mandou para o desemprego." - o resto do post pode ser lido no insuspeito O JumentoGeração(ões) entalada(s)
O Albergue Espanhol publicou neste post um artigo de António Nogueira Leite publicado no Expresso há 9 anos. Podia ter sido escrito hoje, pois estes nove anos foram simplesmente anos perdidos.quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O que seria deles...
"Regressou o bom e o velho estado. O que seria de nós sem o Estado?, questionou José Sócrates na sua intervenção de abertura do simpósio." - in PúblicoArrumavam prateleiras nalgum hipermercado?, pergunto eu.
Salvar o país deste Estado, e o Estado deste governo
"Ontem de manhã fui ao Portal do Governo, abri um por um os perfis profissionais de todos os membros do Governo, e confirmei uma suspeita: nenhum deles trabalhou a maior parte da vida no sector privado. A maioria nunca o fez. Alguns, poucos, exerceram vagamente a advocacia, mas há muito que não têm "escritório". Duas ministras terão ganho mais em direitos de autor do que com os proventos dos lugares que mantêm na administração pública. E até a "sindicalista" nunca trabalhou numa empresa, começou logo como funcionária da UGT. Considerando o conjunto dos ministros, o número total de anos passados no Parlamento ou em gabinetes ministeriais não deve ser muito diferente do acumulado a dar aulas em universidades públicas." - José Manuel Fernandes, publicado a 3 de Janeiro de 2010 no Jornal Público (ver artigo completo aqui)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Diferenças

"Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada. Não temos em Portugal nada que se lhe compare. Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça. O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.
Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público. Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça. Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.
Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente. Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira. Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos. Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas. É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá." - Mário Crespo in JN em 2009/08/03
E o Mário Crespo se estivesse ainda na RTP parece-me que já estaria na rua. Mas isto sou eu a pensar...
A Invenção
Depois do imposto mais estúpido do mundo, o mais salazarento
Guterres classificou a extinta Sisa como o imposto mais estúpido do mundo, mas nunca acabou com este imposto (esta reforma foi feita depois pelo governo PSD/CDS).Sócrates vem agora namorar o país e a oposição com a extinção do que é, em minha opinião, o imposto mais salazarento de todos, por ser do tipo "porque sim": o imposto de Selo.
Mas para quem já está a ficar preocupado com a ideia de que o socialista Sócrates está a perder o tino (acabar com impostos), pode ficar descansado. A proposta é a de o extinguir apenas no que não dá receitas ou quase. No resto mantém-se.
As ilusões
"Jürgen Stark, membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE), adverte que é "ilusão" assumir-se que os parceiros do euro irão resgatar a Grécia, caso esta não consiga honrar o pagamento da sua dívida." - in Jornal de NegóciosO aviso vem do BCE, pela boca deste alemão, não obstante os gregos terem um compatriota seu como vice-presidente (Lucas Papademos).
Se chegar a nossa vez depois não digam que não fomos avisados.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
S. João e dívidas
"A presidente entende, no entanto, que numa organização que se estende por 10 dias e alberga seis dezenas de voluntários não existindo um controlo profissional da despesa vão surgindo situações desta natureza." - in A União"Estas dívidas resultam, por um lado, de sobrevalorização das receitas, ou seja, de deficientes orçamentações; e, por outro, de deficientes controlos das despesas, que originaram derrapagens financeiras, sublinha Andreia Cardoso." - in Diário Insular
Nada disto seria sequer notícia, não estivessem em causa 1,5 milhões de euros (mais de 300 mil contos) de dinheiros públicos.
PECADOS CAPITAIS (48)
CONCLUSÃO3. A VIRTUDE
"Depois de um ano inteiro a falar de pecados pode-se ficar com a impressão perversa de que não é possível ser perfeito e, portanto, que mais vale gozar a vida enquanto é tempo.
Na verdade, é muito difícil atingir a perfeição, mas este facto não diminui em nada a beleza da virtude e a obrigação moral de fazermos o bem e de evitarmos o mal a todo o custo.
Outra pecha apontada com frequência ao discurso moral resume-se na frase: «Bem prega Frei Tomás; faz o que ele diz, não faças o que ele faz». É um ditado divertido na sua ambiguidade, pois da evidência de uma pessoa ser imperfeita não se pode concluir que não tenha o dever de apontar para a perfeição.
Aborrece muitíssimo cair e voltar a cair em pecados que são reconhecidos na sua manifesta deficiência. Aceitar a queda como uma fatalidade é desistir da condição humana, que é marcada pelo sopro da perfeição.
Para além disso, há muitos exemplos de pessoas virtuosas, que praticaram e praticam o bem num grau heróico e santo. Ao lado delas, o corrompido surge com a fealdade dos monstros, mais próximo da bestialidade do que da luz racional.
Os filmes da moda tomam por heróis as personagens más, que dizem obscenidades e praticam a violência indescritível. A arte, em geral, produz obras inacabadas e disformes, de péssimo gosto. A alma boa é ridicularizada na praça pública. São sinais da decadência ocidental, que há que inverter.
O Bem tem de levantar a cabeça e a virtude impor-se como o garante da cidadania, pois este atrevimento contemporâneo só existe porque alguém trabalha em silêncio e paga os impostos que servem para o rendimento mínimo, a saúde pública e a escola do Estado.
O Bem é que é absoluto.
O mal é sempre relativo ao Bem." - Mário Cabral in Diário Insular
O Governo e o PEC
"O Governo quer repor o Pagamento Especial por Conta (PEC) na Proposta do Orçamento do Estado para 2010, contrariando as anteriores iniciativas legislativas dos partidos da oposição para extinguir este ano o imposto que funciona como uma espécie de colecta mínima para as empresas." - in Diário EconómicoSócrates não desiste de um dos mais abjectos impostos do nosso sistema fiscal.
É importante que se esclareça que a extinção do PEC em nada afecta as receitas do Estado. A única diferença é que não as recebe adiantadas, pois com o PEC as empresas não fazem mais que financiar o Estado em 300 milhões de euros, adiantando-lhe pagamentos que terão sempre de fazer em devido tempo.
Já agora, a conversa da fraude e evasão fiscais já começa a cheirar mal.
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