Não sou eleitor de Pedro Paços Coelho e muito menos de Sócrates (lagarto, lagarto; o Diabo seja cego, surdo e mudo; knock on the wood). Feita esta declaração de interesses, devo dizer que se o debate de ontem não convence os indecisos a não votarem no Sócrates, nada o conseguirá.
O debate pareceu um confronto da razão e da ciência, com a astrologia, a superstição e obscurantismo.
Paços Coelho apresentou-se preparado e revelou-se competente, conhecedor e com ideias concretas sobre assuntos concretos. É um bom sinal, revelador de que o PSD começa finalmente a libertar-se de alguns complexos de esquerda.
Sócrates foi o artista de circo do costume. Reproduziu a sua cassete de campanha e revelou aquilo que, em minha opinião, sempre foi: incompetente, navegador à vista e dotado de um jogo de cintura que só os burlões bem-falantes possuem.
Se Paços Coelho for o próximo primeiro ministro, pelo menos teremos um salto qualitativo enorme, quer em termos de formação de base, quer de objectivos, quer mesmo, ao que tudo indica, em termos de carácter.

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