terça-feira, 28 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Maranatha (73)
VIII. RELIGIÃO
7. COMUNHÃO
"O pedinte da Sé entra para a missa e comunga ao lado de quem lhe deu esmola. Agora, são todos irmãos.
A quarentona ruiva é do campo, vê-se logo pelos trejeitos ao dialogar com a colega catequista, que é muito fina, muito da cidade.
Levam a cega pelo braço à comunhão. O neto brinca com a bengala da avó, ainda não tem idade para receber a hóstia. Olha para o estrangeiro, que faz hoje a sua profissão de Fé.
Do ponto de vista político, este cenário, que se repete todos os dias, permite duas leituras ambivalentes.
Primeira, e de algum modo invisível para nós, a Igreja surge como inimiga rebelde do status quo.
Foi desta forma que ela foi recebida em Roma. Os cristãos foram para os leões por afirmarem que os escravos eram irmãos dos patrícios, que as mulheres eram seres humanos de igual direito, etc.
Revolucionários, mesmo, só Cristo e S. Francisco.
De facto, só a Igreja se interessa verdadeiramente com a sorte dos mais pobres e do povo, em geral. Ela tem um mandato superior, ao qual não pode escapar.
Os partidos que lhe copiam o discurso são cínicos, quase sempre, mesmo no regime democrático, que defende os interesses da burguesia.
A segunda leitura é feita pelo político inteligente, conhecedor de Maquiavel. Interessa-lhe uma sociedade unida, que não sangre por isto e por aquilo; ele vê num cristão autêntico um glóbulo branco.
Onde é que há um cimento igual a este?
Não há.
O pedinte voltará a ser pedinte, à saída da missa. Porém, um rico católico tem gravadas na alma parábolas que o impedem da sangria anti-social.
Maranatha é uma sociedade hierarquizada porque é cristã; se não fosse, seria abominável, como o são as sociedades capitalistas, sem coração.
A Fé aduba, poda e tempera." - Mário Cabral in Diário Insular
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Uma ilusão chamada SCUT (1)
Modelo prova que SCUT´s não dão resultado positivo
Um modelo desenvolvido por si conclui que as SCUT de S. Miguel são negativas em termos económicos num cenário de médio/longo prazo. Pode explicar, em síntese, como chega a essa conclusão?
A questão deve ser recentrada de outra forma. Foi desenvolvida uma plataforma de modelização da economia dos Açores que permite realizar diversas simulações. Com base nesta plataforma foi realizada uma simulação do impacto do projecto SCUT em que se ponderam os impactos positivos resultantes da fase de construção como da fase operação contra os impactos que resultarão do reembolso do projecto que terá de ser feito através da redução de programas governamentais já existentes, com prejuízo para quem deles beneficia, ou através do aumento de impostos. Da criação deste cenário não resulta um impacto positivo líquido no horizonte estudado.
Que alternativas haveria para melhorar a rede de estradas de S. Miguel sem produzir efeitos económicos negativos, pelo contrário, induzindo efeitos económicos positivos?
Uma hipótese teria sido a análise de cada troço lógico, em função do tráfego esperado, ponderando os gastos com os proveitos potenciais, mesmo considerando as externalidades positivas e negativas. Uma obra mais modesta e dilatada no tempo poderia produzir efeitos mais vantajosos particularmente na fase de construção, evitando um cenário de abafamento dos sectores associados à construção de vias e evitando a criação de infraestruturas que terão uma utilização muito abaixo da intensidade adequada para equilibrar os custos aos benefícios.
A decisão final encerra sempre com a opção política, mas é indispensável saber-se qual o impacto do que se irá provocar.
Tendo em conta os cenários de actuação da chamada troika que já se conhecem, é de esperar que as SCUT venham a ser contabilizadas no orçamento regional? Se sim, quais serão as consequências?
A contabilização das SCUT e outras formas de compromisso público será feita em função de novos critérios de delimitação do perímetro do orçamento público. Este perímetro será aplicado às actividades do governo central, dos governos regionais e das autarquias. Na medida em que os projectos constituírem responsabilidade contingencial do Estado, terão de ser incluídos no orçamento. É uma questão que só será clarificada com as novas definições que serão adoptadas, em linha com o que já foi feito na correcção da conta do Estado de 2010.
Há mais parcerias público-privadas nos Açores, além das SCUT. Esses modelos são de incentivar nas ilhas por alguma forma (atendendo às nossas características específicas) ou devem ser descartados?
O modelo SCUT não deve ser descartado porque, em certas circunstâncias, traz benefícios. Deve antes ser analisado muito criteriosamente, caso a caso, pelo seu mérito específico e pelo impacto que terá na responsabilidade pública a prazo. Este exercício será melhor assegurado com os novos métodos de orçamentação e de controlo que serão introduzidos em Portugal a todos os níveis de governo.
Mário Fortuna in Diário Insular
Como já publiquei aqui, os números são estes: 325 milhões de euros, num período de 30 anos, com uma prestação média anual de cerca de 13 milhões de euros.
Veremos como vai ser quando chegar a primeira factura.
Maranatha (72)
VIII. RELIGIÃO
6. DEMONSTRAÇÃO, PERSUASÃO E COACÇÃO
"Os argumentos devem ser válidos, verdadeiros e bons.
A fé católica, entendida como um sistema, é demonstrável, ou seja, não tem contradições internas. Isto mesmo sempre foi confirmado pelos melhores filósofos de todos os tempos, incluindo o nosso.
Um sistema lógico não tem de ser verdadeiro, bastando-lhe ser válido. Certos lógicos divertem-se a inventar mundos perfeitos... mas que não existem, na realidade.
É fácil de ver que um sistema válido, mas de fantasia (ex. "Alice no País das Maravilhas"), é menos sólido que outro, válido e que é corroborado pela realidade. O Cristianismo tem um fundo histórico irrecusável.
Não há um sistema mais completo do que o católico; portanto, ele é o melhor.
Mesmo assim, não interessa à Igreja Católica ser apenas demonstrativa. Há uma espécie de coacção na prova lógica e matemática e no pensamento bem ordenado, em geral. Ora, o Cristianismo requer a liberdade e o amor, e obrigar alguém a amar é uma dupla contradição nos termos.
O discurso argumentativo não aquece nem arrefece: é aquilo que é, e pronto. Está certo ou errado, e mais nada.
A vida verdadeira é mais do que isto.
É a diferença que vai da filosofia à religião.
O discurso e a prática religiosa devem ser retóricos, persuadir e encantar pelo exemplo, cientes de que o homem, se quiser, teima que o branco é preto. A religião joga bastante no campo das artes - não é por acaso que sempre se deu bem com elas.
Daqui não se conclui que cada qual vai rezar o Credo à sua maneira. Quem é cativado, entende a lei da Cruz como redenção.
Em resumo:
(1) A fé católica é a Verdade.
(2) A Verdade deve ser vivida.
(3) Para ser vivida, a Verdade tem de ser amada.
(4) Amar é obedecer de livre e espontânea vontade." - Mário Cabral in Diário Insular
sábado, 4 de junho de 2011
Dia de reflexão
Hoje, mais que um dia de reflexão é um dia de trabalho.
Amanhã é dia de ir votar. O número de eleitor já está confirmado.
A reflexão já deu os seus resultados: aquela garrafa de espumante Bruto de Óbidos que esperava desde 2006 por um dia à altura para ser aberta, já está no frio.
Parafraseando Obama: yes, we can!
Maranatha (71)
VIII. RELIGIÃO
5. CATEQUESE
"A religião não é um faz-de-conta para crianças. É a rubrica mais séria de todas. Os modernos tentaram ridicularizar a supremacia dos assuntos sagrados - e conseguiram envergonhar muitos crentes.
Nada mais confrangedor do que ver os herdeiros da aristocracia espiritual atemorizados face à suposta ciência actual, ideologia burguesa e proletária, sem horizonte.
Há pouco tempo, ainda havia respeitáveis pais de família que, depois de um dia de trabalho árduo nos campos, se ajoelhavam atrás dos filhos para os ensinar a rezar o Terço.
É gente desta que desejamos em Maranatha: aliam natureza, trabalho e espírito numa espécie de cesto de vimes entrelaçado com finuras de arte.
A catequese é pilar indispensável na estrutura desta ambição. Não poderá estar entregue a raparigas acabadas de crismar e que baralham os fundamentos do Cristianismo com a vulgata "New Age" aprendida na televisão.
Os padres serão os catequistas preferenciais; assessorados pelos frades e pelas freiras e por velhos de vida beata reconhecida.
Turmas de sete, no máximo. Não copiem as pedagogices da escola pública! Aprenderão a "basezinha", sem complexos: a usar a água benta, a sussurrar na igreja, a ajoelhar-se em silêncio diante do Santíssimo, a saber de cor o Credo, etc.
E hão-de confessar-se.
E ficarão na missa, sem compromisso superior a este.
Nenhum licenciado de Biologia ou de História assustará a nossa excelência: saberemos explicar com lucidez os milagres, a virgindade de Nossa Senhora e as provas para a existência de Deus e da imortalidade da alma; relembraremos que, nas Cruzadas, estávamos a defender aquilo que era nosso, etc.
Não teremos medo da razão, nem mesmo quando ela assustar a fé com a dúvida." - Mário cabral in Diário Insular
sábado, 28 de maio de 2011
Maranatha (70)
VIII. RELIGIÃO
4. CIÊNCIA DA PALAVRA
"Um dos erros modernos respeita à linguagem e ao método da ciência, bem como àquilo que se deve entender por experiência.
O Renascimento foi afirmando a matemática como linguagem única, ligada ao método experimental. Não por razões científicas mas políticas, impuseram-se como "o" estilo do conhecimento.
Passou a concluir-se que só havia ciência se houvesse a exactidão dos números, associada à constatação dos factos materiais indutivos.
Os filósofos sempre foram grandes matemáticos, demonstrando alto apreço por esta linguagem. Mas os antigos tomaram a lógica por mais abrangente do que a matemática, porque consegue pensar com igual exactidão aquilo que não é apenas mensurável. É o que significa dizer: "A lógica é a mãe da matemática".
Muitos assuntos de extrema importância não podem ser medidos nem quantificados. É o caso do Bem e do Justo, pilares duma sociedade. A partir da visão moderna: ou se expressam matematicamente; ou não são levados a sério.
As ditas ciências humanas ainda funcionam com este complexo de inferioridade, procurando explicar todo o ser humano por gráficos e tabelas, o que é tolo, para além de convocar o relativismo, como provam os tempos em que vivemos.
Tal não pode continuar.
A metafísica sempre foi a ciência das ciências, e está a renascer. A linguagem da metafísica é a lógica. A metafísica demonstra muitos assuntos basilares à vida social.
Mais: não ser exacto não significa não ser rigoroso. A analogia é outro tipo de pensamento muito sério; bem como a persuasão, que não é preciso ser retórica.
Em Maranatha, voltaremos à ciência da Palavra, ao "Trivium", donde emana a Verdade.
A religião a sério precisa deste fundo.
Não há homem a sério sem religião a sério." - Mário Cabral in Diário Insular
quinta-feira, 26 de maio de 2011
INSTITUTO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO - 100 ANOS (3)
Ainda no âmbito do 1º centenário o meu camarada e amigo, Dr. António Pinto Pereira, foi condecorado com a Barretina de Honra, tendo-a recebido das mão do Presidente da República, Dr. Cavaco Silva.
Justo e merecido.
INSTITUTO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO - 100 ANOS (2)
"Olhando para os símbolos que vos unem, desde o Hino, ao Código de Honra do Aluno e à heráldica que vos é própria, encontramos o fundamento para uma forma de conduta na vida que importa enaltecer: o respeito pelos valores pátrios, o apelo ao estudo e ao trabalho, a assunção de responsabilidades, a obediência consciente, a galhardia e a lealdade que vos acompanharão no futuro." - Dr. Cavaco Silva
Não tenho palavras para exprimir o quanto me orgulha e comove este reconhecimento do Presidente da República no seu discurso do nosso 1.º centenário.
A primeira foi a 25 de maio de 1980, tendo sido agraciada como Membro Honorário Ordem de Sant'Iago da Espada pelo Presidente da República da época, General Ramalho Eanes.
A segunda foi ontem, dia do nosso 1º centenário, tendo sido agraciada com o título de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique pelo actual Presidente da República Dr. Cavaco Silva.
Apesar de algumas vontades que, por mais de uma vez, tentaram fechar-lhe as portas, tem sabido adaptar-se e sobreviver, renascendo a cada novo desafio. Estou, por isso convicto que hoje é o primeiro dia do nosso segundo centenário.
(foto obtida nesta reportagem da Presidência da República)
(foto obtida nesta reportagem da Presidência da República)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
INSTITUTO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO - 100 ANOS
A minha escola completa hoje o seu primeiro centenário.
A todos os meus camaradas, mais antigos, meus contemporâneos, actuais e dos próximos 100 anos, um abraço de sincera amizade.
Hoje dava tudo para estar de novo entre as suas paredes, sentir o seu cheiro, ouvir todo o burburinho de mais um aniversário. E este é tão especial...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Instituto do Pupilos do Exército (1911-2011)
Decorreu ontem na baixa de Lisboa o desfile militar comemorativo do 1º centenário do Instituto do Pupilos do Exército (1911-2011), que se completa no próximo dia 25.
No âmbito das comemorações tivemos a visita e participação no desfile do Colégio Militar de Porto Alegre, escola geminada com a nossa.
(foto do meu camarada Ricardo Luís Araújo)
sábado, 21 de maio de 2011
Sócrates vs Passos Coelho
Não sou eleitor de Pedro Paços Coelho e muito menos de Sócrates (lagarto, lagarto; o Diabo seja cego, surdo e mudo; knock on the wood). Feita esta declaração de interesses, devo dizer que se o debate de ontem não convence os indecisos a não votarem no Sócrates, nada o conseguirá.
O debate pareceu um confronto da razão e da ciência, com a astrologia, a superstição e obscurantismo.
Paços Coelho apresentou-se preparado e revelou-se competente, conhecedor e com ideias concretas sobre assuntos concretos. É um bom sinal, revelador de que o PSD começa finalmente a libertar-se de alguns complexos de esquerda.
Sócrates foi o artista de circo do costume. Reproduziu a sua cassete de campanha e revelou aquilo que, em minha opinião, sempre foi: incompetente, navegador à vista e dotado de um jogo de cintura que só os burlões bem-falantes possuem.
Se Paços Coelho for o próximo primeiro ministro, pelo menos teremos um salto qualitativo enorme, quer em termos de formação de base, quer de objectivos, quer mesmo, ao que tudo indica, em termos de carácter.
Maranatha (69)
VIII. RELIGIÃO
3. SACERDOTES
"Os sacerdotes não são homens iguais aos outros. Foram escolhidos para incarnar a Transcendência. São uma espécie de ponte que liga a cidade dos homens à cidade de Deus (pontifex).
Não podem, pois, alimentar a pretensão de ter uma vida igual à das outras pessoas. São homens de Deus, estão marcados pelo Sagrado; o significado disto é claro: são sacrificados. Sejam lembrados a toda a hora desta pertença real.
Logo, precisam de ser os melhores. Até um ateu percebe que não se dá à Suprema Entidade aquilo que tem defeito, aos olhos humanos. A Bíblia é clara nesta exigência de machos sem defeito.
Entenda-se: devem receber a melhor formação de todas, em especial numa época como a moderna, em que se valoriza muito a razão. Os seminários de Maranatha serão escolas de elite, imbatíveis em lógica e metafísica. Nenhum engenheiro ou doutor ganhará uma disputa com um padre.
Hão-de ser ensinados como príncipes, hão-de marcar-lhes a ferros na memória a idade da Santa Madre Igreja; como resistiu à queda do império romano, à de Napoleão e tantos outros.
Devem ser treinados desde a mais tenra idade para a liberdade absoluta, que é directamente proporcional à obediência, à pobreza e à solidão, sem psicologices melodramáticas "a la mode". Sobretudo, esvaziem-se do desejo diabólico de quererem ser originais.
Não podem depender economicamente nem do Estado nem de particulares, porque necessitam de proclamar a Verdade, que é uma espécie de casa que precisa de ser retocada a toda a hora, contra os pontos de vista interesseiros dos senhores do tempo.
Estejam na igreja, na sacristia. Rezem as Horas no confessionário, enquanto esperam os crentes. Rezem, e rezem mais. Que se veja logo que são padres." - Mário Cabral in Diário Insular
domingo, 15 de maio de 2011
Maranatha (68)
VIII. RELIGIÃO
2. BEM-ESTAR, FELICIDADE E VIRTUDE
"As sociedades modernas prometem bem-estar, convencidas de ser este o ideal do Homem. É fácil de ver que o bem-estar é um critério físico e material, que está longe de corresponder às exigências mais nobres da nossa condição.
Uma pessoa pode ter bem-estar e não ser feliz e, muito menos, virtuosa. Uma pessoa com "mal-estar" pode ser virtuosa e, inclusive, feliz. Como é evidente, não é preciso procurar o mal-estar para ser boa alma.
Certo é que se pode viciar os cidadãos no bem-estar, como o faz a segurança social, conduzindo-os à preguiça de não procurar um ideal mais aberto. Na actualidade, a coisa piorou, com a associação dum conceito recente e de alto risco fascista: o de "qualidade de vida".
Os americanos têm "qualidade de vida" e morrem de ataque cardíaco, a comer pipocas e a beber Coca-Cola em frente à televisão.
Um político arguto também não afirma que o que interessa é ser feliz. A felicidade, como é hoje entendida, é um desejo psicológico que tresanda a egoísmo. Para ser feliz, o José larga a Maria e os dois filhos e foge com a brasileira. Ou seja, a felicidade não leva sempre à virtude.
As religiões costumam promover a virtude e, por isso, são grandes aliadas da política. Censuram e proíbem o adultério, o álcool e as drogas, etc. Identificam o Bem com a comunidade e o mal com o egoísmo. Ensinam uma pessoa a controlar os seus instintos mais básicos e a treinar-se sem tréguas no sentido de identificar a felicidade com a virtude, e não com o egocentrismo.
Que mais pode desejar o político perspicaz? Ele teria de educar o povo neste sentido, se o povo já não estivesse ensinado pela religião.
Portanto, o político tem interesse em promover a religião, e não o bem-estar." - Mário Cabral in Diário Insular
sábado, 14 de maio de 2011
Por um regime fiscal mais justo
"Isto quer dizer que estas empresas deixam de ter que entregar o IVA ao Estado com a factura e passam a poder entregá‐lo apenas quando efectivamente recebem o dinheiro.
Sabemos que a aplicação do regime de caixa implica negociações com a União Europeia, mas sabemos também que já alguns países conseguiram aplicá‐lo e que Portugal precisa dele com urgência. No caso de transacções com entidades do Estado, em particular, é absolutamente iníquo que o Estado exija de uma empresa que lhe adiante o dinheiro de um imposto que ele próprio deve." - in Manifesto Eleitoral do CDS/PP
Para memória futura.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Kanellos, o herói grego
É cão e anarquista convicto, daqueles que não dão abébias a xuxas.
Se acham exagero façam uma busca na net e confiram.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Grécia sai do Euro?
Convém irmos aprendendo com o que se está a passar na Grécia e na Irlanda para antever o que poderá ser o nosso futuro. E a saída do euro é uma das coisa que nos poderá acontecer se isso se tornar uma realidade para a Grécia.
Há que ter consciência que o programa agora assinado com a CE/BCE/FMI não nos coloca a salvo de entrar em incumprimento. As taxas de juro que nos irão ser cobradas, ao que parece entre os 3,5% e os 5% (nada simpáticas), poderão ser o golpe de misericórdia, caso a nossa economia não cresça. E isso é o mais provável.
Somemos a isto algum eventual incumprimento por parte do Governo do programa agora assinado que provoque o fecho da "torneira" e daqui por um ano podemos estar a falar da re-estruturação da dívida, tal como se fala agora da dívida grega.
Somemos a isto algum eventual incumprimento por parte do Governo do programa agora assinado que provoque o fecho da "torneira" e daqui por um ano podemos estar a falar da re-estruturação da dívida, tal como se fala agora da dívida grega.
Uma saída do euro será o total descalabro do país. Basta fazer uma conta simples. À data da nossa entrada no euro cada euro "custava" 200$482. Com uma desvalorização de, admitamos, 50%, uma dívida de € 100,00 p.e. passaria de imediato de 20 048$20 para 30 072$30. Transponhamos isto para a dívida externa e para as nossas dívidas pessoais, que irão continuar a ser em euros, somemos a inflação e imaginemos o que será.
Será que os gregos estão a caminho disto?
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